ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

FROTA DE MOTOS NA GARAGEM


FROTA NA GARAGEM. BM promete motos nas ruas até sexta. Comando da corporação diz que a burocracia deixou os veículos parados - ZERO HORA 11/07/2011

Guardada há pelo menos 40 dias em um galpão do Centro de Motomecanização da Brigada Militar, uma frota de 135 motocicletas novas deve estar nas ruas até sexta-feira. A promessa em relação ao futuro das motos – algumas delas já com baterias descarregadas – foi feita pela corporação após Zero Hora revelar o descaso com a segurança e o patrimônio público.

Noticiada no Informe Especial da edição de sábado, a demora teria sido motivada pela burocracia. De acordo com o comando da corporação, trâmites legais retardaram a liberação dos veículos. Enquanto isso, o policiamento carece de reforço em Porto Alegre.

Adquiridas com verba federal, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), as motocicletas já têm destino certo. Cem delas ficam em Porto Alegre, afirma o comandante do Policiamento da Capital (CPC), coronel Atamar Cabreira. Segundo o oficial, 60 motos serão destinadas ao patrulhamento da área central da cidade, sob responsabilidade do 9º Batalhão de Polícia Militar. A agilidade do veículo deve ajudar nas ações em uma região de trânsito denso e grande fluxo de pedestres. Cada um dos outros cinco batalhões receberá oito viaturas.

Enquanto aguarda, BM treina policiais para guiar motos

Segundo o coronel, há atualmente 15 motos na Capital. Apenas duas delas estão na área central, que é considerada a mais crítica. Enquanto aguardava a chegada das novas motos, o CPC intensificou o treinamento de policiais militares para guiá-las.

Sobre os motivos da demora, o comandante do Policiamento da Capital preferiu culpar a burocracia. Para o coronel, o fato de as motos terem vindo em lotes separados, mas com pagamento em uma única parcela, teria ajudado a postergar o processo. Atamar explicou que só seria liquidado o empenho das viaturas depois que a empresa fabricante liberasse a última remessa.

O primeiro lote, afirma o oficial, teria sido entregue há 40 dias, e o último, há cerca de uma semana. Só depois disso, a Brigada começou o processo de emplacamento, a elaboração do chamado carnê de abastecimento e a colocação dos adesivos.

– Desde o primeiro dia fizemos contatos com o Departamento de Logística e Patrimônio (da Brigada Militar) pedindo a liberação dos veículos, mas sabemos que temos de seguir todos os passos para evitar problemas futuros – explica o oficial.

Informações obtidas por Zero Hora apontam que a demora seria ainda maior. Algumas motos estariam paradas há três meses. Questionado, o oficial negou, afirmando que acompanhou pessoalmente todo processo.

INFORME ESPECIAL | TULIO MILMAN - Poeira, Zero Hora 09/07/2011

Mais de 100 motos entregues pelo governo federal à segurança pública do Rio Grande do Sul estão paradas há mais de três meses. A falta de uso pode causar danos a vários itens. As baterias são apenas um exemplo. Se a burocracia continuar se esforçando, os veículos, todos zero-quilômetro, irão direto para o museu.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - O emprego de policiais motociclistas nas ruas e avenidas das cidades, no campo e nas estradas e rodovias possibilitam maior mobilidade do policiamento ostensivo e dinamismo na prevenção e atendimento de ocorrências. O número de policiais nesta especialidade deveria ser bem maior do que a utilizada hoje, especialmente nas rodovias onde o patrulhamento tem sido ausente. Entretanto, é preciso ousadia para destruir mitos e argumentos falaciosos.