ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

terça-feira, 12 de julho de 2011

FALTA DE HORAS EXTRAS REDUZ PM NAS RUAS

INFORME ESPECIAL | TULIO MILMAN - PMs nas ruas - ZERO HORA 12/07/2011

A Secretaria de Segurança Pública do Estado garante que o número de horas extras mensais da Brigada Militar aumentou este ano. Em 2010, a média era de 232 mil. Este ano, de acordo com os dados oficiais, é de 255 mil.

O aumento de horas extras divulgado pela Secretaria de Segurança não se reflete em uma das regiões mais populosas e violentas do Estado.

No Comando de Policiamento da Capital (CPC), o corte chegou a mais de 30%.

Procurado pelo Informe Especial, o comandante do CPC, coronel Atamar Cabreira, confirmou os números. “Já estamos gestionando uma revisão para que possamos voltar ao patamar original”, garantiu o oficial.

O corte das horas extras em Porto Alegre reduz a mobilidade da Brigada, dificulta a realização de operações especiais e gera descontentamento nos soldados, que já tinham incorporado a gratificação a seus orçamentos familiares.