ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011


Policial recebia R$ 40 mil da milícia para vazar informação sobre operações - EXTRA, 02/09/2011 às 12:20

A Operação Pandora, desencadeada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e pela Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco), descobriu a ação de um policial que trabalhava na Corregedoria de Polícia Civil. De posse de informações sigilosas, esse policial, segundo o delegado Alexandre Capote, titular da Draco, recebia cerca de R$ 40 mil dos milicianos para informar onde e quando seriam as operações policiais.O policial está aposentado desde o ano passado e deve se entregar ainda nesta quinta-feira na sede da Draco.

Na operação Pandora, policiais civis e MP tentam desarticular o restante da quadrilha de milicianos. O grupo, segundo o delegado, continuava cobrando taxas de segurança e de serviços a moradores de Campo Grande, Cosmos, Inhoaíba, Santíssimo, Paciência e Sepetiba

Toda a cobrança era articulada pelos policiais militares, que estavam presos no Batalhão Prisional da PM, em Benfica.