ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sábado, 24 de setembro de 2011

CRISE BRIGADIANA

WANDERLEY SOARES, REDE PAMPA, O SUL, Porto Alegre, Sábado, 24 de Setembro de 2011.

Crise brigadiana

O Palácio Piratini protocolou, ontem, na Assembléia Legislativa, o projeto de lei que trata do reajuste da Brigada Militar. Quinta-feira, a Associação dos Cabos e Soldados aceitou a proposta elaborada para os servidores de nível médio da corporação. Já a Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes oficializou ter rejeitado, por unanimidade, o reajuste. O governo não pretende sentar à mesa novamente com as entidades que representam os segmentos da família brigadiana. Os próximos diálogos, se necessários, serão das entidades com o comando geral da corporação.

Protesto

A Polícia Rodoviária Federal registrou mais um protesto com queima de pneus no interior do Estado. O ato ocorreu na madrugada de ontem na BR-287, em Santa Maria. No local havia também um boneco fardado com texto alusivo às reivindicações dos profissionais da Brigada Militar

Falsa bomba (1)

Um arremedo de bomba foi deixado, na manhã de ontem, a uma quadra da parte dos fundos do Palácio Piratini. O artefato estava numa árvore na esquina das ruas Fernando Machado e General Auto, literalmente em frente a um posto da Brigada Militar. Policiais militares e agentes da EPTC chegaram a isolar a área que fica também a cerca de cem metros do Colégio Paula Soares. O subcomandante-geral da BM, coronel Altair de Freitas Cunha, que é bombeiro, pessoalmente analisou e retirou o embrulho. Altair disse que já há um suspeito, que não seria um brigadiano. O Instituto-Geral de Perícias fará análise para saber se o artefato tem explosivo. Extra-oficialmente, circulou a informação de que havia uma pequena quantidade de explosivo no embrulho, mas que não havia dispositivo detonador

Falsa bomba (2)

Esse engodo colocado numa árvore da rua Fernando Machado, suspeitam os investigadores, nada tem a ver com as reivindicações dos policiais militares. Não é raro que, em situações como essa, surjam simples vândalos ou mesmo psicopatas que se divertem com o pânico que possam levar às pessoas e, com esse objetivo, o artefato foi colocado justo na frente de um posto da Brigada

Presídios e verbas

Na situação que está o sistema penitenciário, sua tendência é piorar. E quando as verbas não correspondem ao planejamento feito, com sorte, o descalabro será conservado no patamar em que se encontra

O governo gaúcho considerou insuficiente o valor destinado pelo Plano Nacional de Presídios ao Estado. Do total de 1 bilhão e 100 milhões de reais, o RS receberá 44 milhões. O Secretário de Segurança Pública, Airton Michels, afirmou que entende o fato de que a verba é dividida em todo País. No entanto, pretende insistir no aumento da cota que contempla o sistema penitenciário gaúcho especialmente para resolver a demanda de vagas no Presídio Central. Evidentemente que na busca de um aporte maior de verbas, por parte do governo estadual, não haverá queima de pneus. Tudo deverá ocorrer na seara da política administrativa. Dentro desse quadro, o que parece evidente é o fato de que para o Presídio Central não está encaminhada uma solução, o que significa mais um longo e lento arrastar de problemas na política penitenciária do Estado.


Juízes

A decisão dos ministros do STF de aumentarem seu auxílio moradia fortaleceu a reivindicação dos magistrados federais para que o benefício seja estendido à toda a categoria. Se o auxílio for ampliado à toda classe, cerca de 600 juízes seriam beneficiados