ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

MELHORES SALÁRIOS - POLICIAIS CIVIS DO RS PARAM

Mobilização da categoria exige aumento de R$ 120,00 nos vencimentos. Paralisação de dois dias deve terminar hoje no final da tarde - CORREIO DO POVO, 29/09/2011

Policias civis do RS iniciaram ontem paralisação de dois dias reivindicando a retomada das negociações com o governo do Estado por reajuste salarial, interrompidas pelo Palácio Piratini, que ofereceu R$ 91,00 de aumento no vencimento básico, enquanto a categoria exige R$ 120,00. A previsão é de que a mobilização termine hoje às 18h. O registro de ocorrências e a tomada de depoimentos estão suspensos nas delegacias.

O Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia (Ugeirm), que representa cerca de 5 mil agentes no Estado, orientou que os policiais mantenham os registros de homicídio, latrocínio, estupro, lesão corporal grave, sequestro, além dos crimes que envolverem crianças, adolescentes e idosos entre as vítimas e as ocorrências enquadradas na Lei Maria da Penha. A restrição de atendimento é extensiva aos flagrantes. A adesão, conforme o sindicato, foi de 90%.

"Nossa principal reivindicação é a verticalidade da carreira de agentes e delegados de Polícia. O policial precisa ter ensino superior completo para ingressar na carreira e recebe R$ 1,7 mil. Como vai desempenhar uma função que exige serenidade, colocando a vida em risco por tão baixa remuneração?", indagou o presidente da Ugeirm, Isaac Ortiz. Ele advertiu que se o governo não reabrir as negociações, a mobilização será ampliada.

Terça-feira, os 1,1 mil filiados ao Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do RS (Servipol) aceitaram a proposta de reajuste e desistiram de aderir à paralisação. Já os delegados de Polícia entregaram carta ao governador Tarso Genro, exigindo a equiparação do salário aos vencimentos dos procuradores do Estado Outra categoria que pode oficializar, nos próximos dias, aprovação de reajuste linear de 10,21% é a dos agentes penitenciários.