ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O PIOR SALÁRIO - A BUSCA DO ENTENDIMENTO

QUESTÃO SALARIAL. Policiais e governo buscam um novo acordo - LETÍCIA BARBIERI, zero hora 12/09/2011

Hoje, às 17h, deve ocorrer mais um capítulo da negociação salarial entre governo estadual e policiais militares (PMs). Há um mês, os protestos de brigadianos chamam a atenção dos gaúchos. Já foram mais de 40 queimas de pneus pelas estradas do Estado.

Os PMs querem 25% de aumento sobre o salário básico, hoje, em R$ 387,24. O governo ofereceu 4,63% e anunciou que não é com protestos que se dialoga. Os PMs avisam: se da reunião de hoje não sair uma sugestão razoável, outras modalidades de protesto serão colocadas em prática.

Neste fim de semana, dois protestos com queima de pneus foram registrados em Bagé, na Campanha. As manifestações ocorreram na rodovia que liga o município a Aceguá (BR-153) e na ERS-473, entre Bagé e Lavras do Sul. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) de Bagé, nenhum dos protestos causou interdição da pista.

Em Catuípe, no noroeste do Estado, por volta das 22h30min do sábado, também ocorreu um protesto com queima de pneus no km 99 da rodovia que liga o município a Ijuí (ERS-342). A pista ficou bloqueada por uma hora.

A respeito das negociações salariais, um sargento da Brigada foi enfático:

– Não queremos nada além do que nos foi prometido em campanha: o piso nacional (R$ 3,2 mil). Queima de pneu é só o início. O próximo passo é bloquear a circulação mesmo.

– Não podemos aceitar medidas radicais e dessa magnitude. Já ultrapassou os limites. O governo está fazendo estudos. Entendemos que é necessária a recuperação salarial dos PMs – afirma o comandante-geral da Brigada, coronel Sérgio Roberto de Abreu.