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terça-feira, 13 de setembro de 2011

O PIOR SALÁRIO - ABONO NÃO IMPEDE PROTESTO DE QUEIMA DE PNEUS E USO DE BONECOS

Protestos com queima de pneus no Estado chegam a pelo menos 50 em dois meses. Manifestações começaram em agosto nas estradas e vias de cidades gaúchas - ZERO HORA, 13/09/2011 | 05h52min

Após anunciar a proposta de abono salarial de R$ 300, o governo gaúcho parece não ter contentado todos os policiais militares. Por volta das 2h desta terça-feira, mais um protesto com queima de pneus foi registrado na ERS-239, em Parobé.

Com essa manifestação, o número chega a pelo menos 50, desde que os bloqueios em rodovias tiveram início, em agosto. O levantamento tem como base informações recebidas pela Zero Hora.

A primeira queima ocorreu no dia 4 de agosto, em Frederico Westphalen, no norte do Estado. Os pneus em chamas bloquearam o km 20 da BR-386 por cerca de uma hora. Os protestos se arrastaram por todo o Rio Grande do Sul, enquanto o governo não encontrava saída para resolver as reivindicações de baixos salários dos PMs.

No dia 1º de setembro, foi a vez da Capital. Pneus foram queimados na Avenida Mauá, esquina com a Rua Carlos Chagas, no centro de Porto Alegre, por volta de 2h30min. Além dos bloqueios, os manifestantes utilizam faixas com recados à administração estadual e também bonecos vestidos com a farda da Brigada Militar (BM).

O comandante da BM, Sérgio Roberto de Abreu, tentou retomar as negociações com o alto escalão do governo Tarso Genro, mas o acordo não saía. Após divergências, acusações e adiamentos, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, apresentou uma proposta de reajuste aos servidores da Brigada Militar, na tarde de segunda-feira.

Foi sugerido aos soldados, sargentos e tenentes um abono linear de R$ 300, pago em duas parcelas: R$ 140 em outubro e R$ 160 a partir de abril de 2012. Para a categoria dos soldados, a proposta contempla o reajuste salarial de 25% que era exigido. O aumento faria com que os vencimentos passassem de R$ 1.246 para R$ 1.546.

Algumas partes da corporação, no entanto, pedem a incorporação do abono aos salários. Segundo o presidente da Associação Beneficente Antonio Mendes Filho (Abamf), soldado Leonel Lucas, há insegurança na companhia, já que o abono pode ser suspenso a qualquer momento.

Se os R$ 300 forem introduzidos ao básico da categoria, o valor fica garantido. O chefe da Casa Civil prometeu para quinta-feira a divulgação da data em que o abono poderá ser incorporado aos salários.