ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sábado, 24 de setembro de 2011

DELEGADOS DA PC-RS AMEAÇAM PARAR SE NÃO SAIR EQUIPARAÇÃO COM PROCURADORES

Delegados mantêm indicativo de paralisação, caso realinhamento salarial seja negado. Categoria quer equiparação do salário de delegados ao de procuradores. RÁDIO GAÚCHA E ZERO HORA, 24/09/2011 | 19h17min

Os delegados da Polícia Civil do Rio Grande do Sul não abrem mão de realinhamento salarial com procuradores. A decisão foi tomada em encontro que reuniu hoje cerca de 250 delegados, entre aposentados e da ativa. A categoria deve enviar ao governador Tarso Genro uma carta com este e outros pedidos. Caso a proposta não seja aceita, o indicativo de paralisação está mantido.

Enquanto o salário inicial de um procurador chega a R$ 15 mil, o vencimento de um delegado no início da carreira é de R$ 7 mil. O presidente da associação da categoria, Wilson Muller Rodrigues, destaca que há dez anos os delegados ganhavam o mesmo que um procurador e já existe entendimento favorável no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a medida.

O governo já havia acenado que não seria possível implementar a medida, pois significaria praticamente dobrar o salário dos 943 delegados, 561 ativos e 382 inativos.

Ontem, terminou sem acordo reunião entre o Palácio Piratini e escrivães, inspetores e investigadores da Polícia Civil. A Ugeirm Sindicato pede 25% de reajuste salarial e o governo ofereceu entre 10% e 13%.