ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sábado, 3 de setembro de 2011

POLÍCIA DEPRECIADA

As polícias estaduais brasileiras, tanto a civil como a militar, sofrem com o descaso dos governantes investidos nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, onde a negligência fraciona e isola o ciclo policial (investigativo, ostensivo e pericial)em instituições diferentes, estimula as divergências do corporativismo, promove uma política salarial injusta, alimenta as divisões partidárias e acende conflitos organizacionais. Ainda, há um retrabalho que inutiliza os esforços policiais contra o crime, provocado pela falta de um sistema integrado de ordem pública, pela morosidade da justiça e pelas benevolências das leis.

Mesmo com todos estas dificuldades que limitam a atuação, as polícias insistem em mostrar trabalho sob risco de vida de policiais, mas seus parcos resultados encontram um sistema desagregado e um muro que separa objetivos, organizações, ações e interesse público, e distancia o judiciário dos delitos, dos instrumentos de coação, justiça e cidadania e das demais questões de ordem pública.

Além disto, os policiais estaduais percebem miseráveis salários para realizarem um trabalho onde o risco de vida e erros são eminentes, o treinamento é duro e os encargos são muitos. As polícias estaduais estão num cenário de enfraquecimento e isolamento, atuando desordenados pela falta de uma visão mais ampla de segurança pública que deveria agregar os Poderes e focar a paz social.

A cegueira estatal não consegue vislumbrar a necessidade de integrar objetivos, estratégias e ações dentro num ciclo processual que possa unir a prevenção, a repressão, a prisão, a execução penal, o tratamento dos desvios e dependências e o monitoramento dos apenados, visando a ordem pública e a reabilitação e inclusão do apenado na sociedade e no mercado legal de trabalho.

Segurança pública é um conjunto de ações e processos administrativos (Executivo), jurídicos (Legislativo) e judiciais (Judiciário) na engrenagem necessária à paz social. A polícia é uma das forças de segurança. Importante, mas apenas um peça da engrenagem. Onde estão as outras?