ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

domingo, 4 de setembro de 2011

TOLERÂNCIA ZERO - PM DE SERGIPE PODE INICIAR MOVIMENTO

PMs PODEM A PARITR DE SEGUNDA-FEIRA, INICIAR O MOVIMENTO “TOLERÂNCIA ZERO” -Assessoria Parlamentar (Chris Brota)- http://www.faxaju.com.br/- 04/09/2011 05:39:23

Na tarde desta sexta-feira, 02, o deputado estadual Capitão Samuel (PSL), participou da Assembleia Geral dos Policiais e Bombeiros Militares, realizada no Instituto Histórico e geográfico de Sergipe.

O Presidente da Assomise – Associação dos Oficiais de Policiais e Bombeiros militares, Major Adriano Reis, deu início a Assembleia, alertando os militares sobre as providências que deveriam ser tomadas a partir dali.

O deputado estadual, capitão Samuel foi convidado para falar sobre os trabalhos na Assembléia Legislativa e sobre os rumos das reivindicações da categoria militar dentro do parlamento. Samuel Barreto disse que o que fosse deliberado na Assembleia pelos militares ele abraçaria. “Sempre foi assim e continuará sendo o que vocês deliberarem aqui eu abraço”, afirmou o deputado.

Samuel explanou principalmente sobre a ilegalidade dos batalhões e companhias da Polícia Militar e a falta de vagas para a promoção dos militares, afirmou também que a PGE – Procuradoria Geral do Estado o procurou após matéria publicada no Jornal da Cidade para explicar a legalidade do decreto do Governador, porém, o deputado contra argumentou os fatos. “Um coisa é fato se o decreto fosse legal e reconhecesse a verdadeira necessidade militares nas companhias e batalhões criados, na última segunda- feira (29), não teria sido promovidos 270 militares, mas 906, isso seria o certo”, destacou o deputado.

Governo

Segundo o deputado capitão Samuel, a frase colocada pelo governador Marcelo Déda na semana passada em uma emissora de rádio “Só falta eu colocar uma 45 nos quartos, entrar na viatura e sair fazendo segurança”, foi estrategicamente pensada, o deputado diz ainda que com essa frase o governados do Estado transfere os problemas da insegurança pública para a Polícia Militar e finalizou o seu discurso solicitando dos companheiros militares redobramento no trabalho ostensivo nas ruas.

Após ampla explanação, o deputado Capitão Samuel comunicou a tropa presente que se ausentaria por conta de um compromisso com o Capitão Augusto (PM), que sofreu um acidente há dois meses e que a família do militar solicitou com urgência a presença do deputado naquele momento.

Volta do “Tolerância Zero”

A Assembleia deu continuidade com os representantes da categoria, Sargentos Jorge Vieira, Edgard Menezes, presidente e vice-presidente da AMESE – Associação dos Militares de Sergipe, e com o Major Adriano Reis, presidente da ASOMISSE.

O major Adriano Reis da Assomise, disse que o prazo que o governo tinha para entregar a modernização das leis dos militares, esgotou na semana passada e que a falta de compromisso com a categoria fez com que os militares decidissem por novos protestos. “Não podemos acatar a decisão do sistema, os nossos colegas, sargentos Vieira e Edgard estão para ser expulsos da corporação, temos que mobilizar a sociedade, o nosso emprego é sagrado, ninguém pode mexer nele”, criticou o major Adriano Reis.

Após uma longa conversa com os militares os líderes de associações deliberaram várias pautas e reivindicações para a categoria que culminou na volta do movimento “Tolerância Zero” iniciado em 2009. “A medida foi tomada devido à falta de cumprimento do governo do estado, quanto às últimas negociações com a categoria nós aceitamos trabalhar em nossos horários de folga, sob a condição de que a Lei de Organização Básica (LOB) e a carga horária da categoria fossem definidas, mas até agora nada foi cumprido por parte do Governo”, afirmou Sargento Jorge Viera da Cruz, Presidente da AMESE.

Outro ponto abordado foi a exigência de nível superior para ingresso nas corporações e fornecimento de tíquetes alimentação, (Etapa alimentação), ao invés das atuais quentinhas e prometeram uma vez por semana doar as quentinhas aos necessitados como forma de protesto, além de doar sangue como fizeram no movimento em 2009 e prometeram realizar um ato público em frente a Assembleia Legislativa, ou seja, um ato público com um bolo que simbolizará o atraso no aniversário das promoções dos PM’s.