ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

OS NOVOS FARRAPOS


OS NOVOS FARRAPOS

Que ânimo para o desfile farroupilha!


Já é tradicional no Rio Grande do Sul, a Brigada Militar promover um desfile cívico-militar no dia 20 de setembro em comemoração à Revolução Farroupilha, para apresentar o adestramento de suas várias tropas especializadas, enaltecendo o orgulho de ser gaúcho e brigadiano e contando a história de uma corporação de quase de 200 anos de glórias, feitos e vultos heróicos.

Este ano, continuando esta divergência teimosa, os atos comemorativos podem transformar um clima festivo em clima de protesto diante do descalabro salarial e do abandono dos militares estaduais que queimam pneus em rodovias, colocam faixas e criam bonecos para mostrar o descontentamento dos militares estaduais que são detentores da pecha de pior salário policial do Brasil.

Mesmo servindo num dos Estados mais ricos do país, o desespero de melhorar a qualidade de vida e financeira faz com os militares estaduais vendam a saúde, a folga, as férias, a segurança e o tempo com a família para a iniciativa privada, com prejuízo à dedicação exclusiva e ao cumprimento do dever na preservação da ordem pública. E o “bico” é relevado pelos governantes para não ouvirem o pedido de socorro.

E, a situação piora a cada dia, fomentada pelas ameaças e arrogância de autoridades políticas governamentais que sempre enalteceram a capacidade de resolver problemas no campo da cidadania. Esta postura está produzindo o crescimento da animosidade na tropa, apesar das notas de repúdio das categorias e de todos aqueles brigadianos da ativa e da reserva que rejeitam manifestações com uso de meios violentos.

Ou o governo encontra a solução antes do dia 20 de setembro, ou quem se destacará será o contingente sucessor da bravura e da miséria dos combatentes “farrapos”.