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terça-feira, 6 de setembro de 2011

O PIOR SALÁRIO - QUEIMA DE PNEUS NO RS

Protesto com queima de pneus é registrado em Canguçu. Bloqueio faz parte de uma série de manifestações para pedir aumento aos PMs - Dico Reis / Rádio Guaíba - CORREIO DO POVO, 06/09/2011 08:52

Um novo protesto com queima de pneus foi registrado na madrugada desta terça-feira, na ERS 265, em Canguçu, na zona Sul do Estado. A manifestação faz parte de uma série de protestos, iniciada em agosto, para pedir reajuste salarial aos policiais militares (PMs). Uma farda foi deixada nas margens da estrada. De acordo com o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), o trânsito no km 90 ficou bloqueado até a retirada do material, mas o problema não chegou a causar transtornos aos motoristas.

Nessa segunda-feira, foram registrados três bloqueios. A avenida Getúlio Vargas, na entrada de Alvorada, ficou interrompida por cerca de 20 minutos. Apesar de ser uma das vias mais importantes da cidade, não houve problemas no trânsito por causa do horário em que ocorreu o protesto. Uma faixa com a frase “PM$ 386 é uma vergonha. Reajuste já. Pior salário do País” foi deixada na área, assim como um boneco fardado, imitando um policial.

Na Capital, cinco pneus queimados interromperam a estrada João Antonio da Silveira, bairro Restinga, zona Sul, durante a madrugada. Uma faixa com os dizeres "Socorro povo gaúcho. Não sou corrupto. Só quero salário digno" estava no local. As chamas foram combatidas pelos bombeiros e, assim como em Alvorada, a barreira não chegou a comprometer o trânsito.

Em Nova Prata, na Serra, o km 1 da ERS 324 foi parcialmente interrompido por quatro pneus incendiados. Após uma hora, os bombeiros de Veranópolis removeram o material da pista e ela foi liberada. Um boneco e uma placa foram deixados no local com os dizeres: “Unidos pela dignidade salarial”.

Os protestos fazem parte de uma série de ações atribuídas aos PMs para reivindicar melhores salários para a categoria. O índice oferecido pelo governo foi de 11,5%, sendo que mais da metade do percentual já foi concedida em março: 6,32%. Na semana passada, a Casa Civil e outras secretarias do Estado fizeram reunião com entidades de classe. No entanto, o governo informou que não apresentará nova proposta enquanto não cessarem as manifestações, que o governador Tarso Genro chamou de vandalismo. Contudo, ele assegurou que não ordenará o início de ações de repressão.