ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

GREVE PM - SD LIDER DIZ QUE GOVERNADOR FINANCIOU GREVE DE 2001


Líder da PM baiana diz que governador já financiou greve. Marco Prisco acusa Jaques Wagner e outros petistas de participarem de esquema em 2001 - CHICO OTÁVIO - AGÊNCIA A TARDE, O GLOBO, 5/02/12 - 8h38

SALVADOR - Apontado como líder da greve dos PMs baianos, o presidente da Associação de Policiais, Bombeiros e seus Familiares da Bahia (Aspra), soldado Marco Prisco, disse que o governador Jaques Wagner, quando ainda era deputado federal, participou com outros parlamentares do PT e de partidos da base do esquema de financiamento da paralisação dos policiais militares do estado em 2001.

Ele acrescentou que o Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia, que tinha na direção o atual presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, alugou e cedeu, na época, seis carros para garantir a greve na Bahia, onde diz que foi preseguido e ameaçado de prisão pelo então governador carlista Cesar Borges.

- O motorista que me levou para Brasília era um funcionário do sindicato, Nelson Souto. Na capital, foi recebido pelo então senador petista Cristóvam Buarque - disse.

Prisco disse que, além de Jaques Wagnes, teriam apoiado e contribuído para a greve de 2001 os parlamentares Nelson Pellegrino (PT), Moema Gramacho (PT), Lídice da Mata (PSB), Alceu Portugal (PCdoB), Daniel Almeida (PCdoB) e Eliel Santana (PSC). Segundo ele, a ajuda garantiu a estrutura necessária ao movimento, incluindo o fornecimento de alimentação para os grevistas.


Salvador: líder pede que grevistas resistam à desocupação. Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia pediu apoio para a retirada dos policiais - CHICO OTAVIO, AGÊNCIA A TARDE - O GLOBO, 5/02/12 - 20h35

SALVADOR - O presidente da Associação dos Policiais, Bombeiros e seus Familiares, soldado Marco Prisco, pediu no início da noite deste domingo aos grevistas concentrados na Assembleia Legislativa que resistam a uma eventual desocupação do prédio, mas que não usem arma de fogo. Cerca de 200 pessoas, entre elas mulheres e crianças, estão na rampa de acesso à Assembleia. Há outras pessoas dentro da Casa. O clima de tensão é grande, principalmente depois que o presidente da Assembleia, deputado Marcelo Nilo (PDT), pediu ao comando das forças de segurança da Bahia que desocupe o local até meia-noite.

Por volta das 20h, os grevistas informaram que a energia elétrica da Assembleia Legislativa foi cortada e a segurança patrimonial retirada. A luz só não apagou porque o gerador interno foi acionado, mas a situação só vai durar enquanto o combustível que alimenta o equipamento durar.

Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia pede apoio ao Exército para retirar PMs da Casa.

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia Marcelo Nilo (PDT) pediu ao general do Gonçalves Dias, comandante das forças de segurança na Bahia, na 6ª Região Militar do Exército, apoio para a retirada dos policiais militares em greve do prédio da Assembleia, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), até a meia-noite deste domingo, sexto dia de paralisação da Polícia Militar do Estado.

Nilo afirmou que não admite que o prédio da AL seja usado para “abrigar fugitivos da justiça com mandado de prisão em aberto”.

- A Assembleia está funcionando de forma precária, os funcionários estão falando ao serviço, há homens armados pelos corredores, pelas rampas de acesso e utilizando os banheiros. Já perdi a paciência, desde sexta-feira tentamos maneira pacifica para desocupar (o prédio) - afirmou Nilo.

Nesse domingo, quarenta homens do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal (PF), considerada a "tropa de elite" da corporação, chegaram na capital baiana para cumprir 11 mandados de prisão dos 12 expedidos pela justiça. O primeiro policial preso foi Alvin dos Santos Silva, lotado na Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental (COPPA). O agente foi detido pelo comandante da COPPA, major Nilton Machado.

Na Assembleia, os policias em greve estão confiantes que não haverá violência com a entrada da tropa de elite da PF por conta da presença de familiares, entre crianças e mulheres dos policiais, que estão no local.

Cinco associações da PM divulgaram, na noite de sexta-feira, uma nota contra qualquer manifestação violenta que possa ocorrer aos colegas amotinados. Um trecho da nota revela o repúdio a “qualquer forma de resolução violenta que ponha em risco a integridade física e a vida de qualquer policial militar ou de qualquer outro cidadão”, e que, se tal ameaça se concretizar, se afastarão imediatamente do processo de negociação, responsabilizando o governo do Estado por todo e qualquer incidente daí decorrente.

Os agentes em greve ocupam a Assembleia Legislativa desde o início da greve, na noite de terça-feira, quando a categoria resolveu parar as atividades para cobrar melhores condições de trabalho.

Desde o início do movimento e até o início da noite deste domingo, 82 pessoas foram assassinadas em Salvador e Região Metropolitana de Salvador (RMS), segundo informações divulgadas pela Superintendência de Telecomunicações da Secretaria de Segurança Pública (Stelecom). Além disso, foram registrados saques em diversas lojas da capital baiana e de cidades do interior do estado.