ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

JUSTIÇA MILITAR DO RIO MANDA PRENDER GREVISTAS

Justiça emite decreto de prisão de 11 militares grevistas no Rio. Tribunal militar expediu mandados de prisão contra os líderes do movimento. 10 de fevereiro de 2012 | 10h 48. Solange Spigliatti - estadão.com.br

SÃO PAULO - A Justiça Militar do Rio expediu nesta sexta-feira, 10, 11 mandados de prisão contra os principais líderes da greve no Rio. A Polícia Militar ainda não divulgou os nomes dos policiais militares que são procurados.

Policiais civis, militares e bombeiros, entraram em greve hoje. O anúncio ocorreu ao final de uma manifestação que durou quase seis horas, na Cinelândia, no centro do Rio, com participação de cerca de 3 mil pessoas, segundo a PM, na noite da última quinta-feira.

Em nota, o Comando da Polícia Militar informou que todas suas unidades "estão em pleno funcionamento, contando inclusive com o apoio de policiais do BOPE e do BPChq no patrulhamento" e que não há paralisação de nenhum tipo de serviço para o cidadão.

O secretário estadual de Defesa Civil e comandante dos bombeiros, Sérgio Simões, disse esperar que a adesão seja mínima. "É greve geral e a culpa é do Cabral, estamos parados oficialmente a partir de agora", anunciou do alto de um palanque montado em frente à Câmara Municipal o cabo do 22º Batalhão da Polícia Militar Wellington Machado, porta-voz da comissão que decidiu pela paralisação.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Fernando Bandeira, afirmou que "no máximo" 30% da categoria será mantida nas delegacias para atender as ocorrências em que houver violência ou grave ameaça. A princípio, a Delegacia de Homicídios funcionará normalmente. A comissão que decidiu pela greve teve a participação da deputada estadual Janira Rocha (PSOL).

No início da assembleia, representantes das categorias deram um ultimato ao governo do Estado. Decidiriam pela greve se, até meia-noite, o governo não cumprisse cinco exigências: piso salarial de R$ 3.500, vale-transporte de R$ 350, tíquete-refeição de R$ 350, jornada de 40 horas semanais com pagamento de horas extras e libertação do cabo Benevenuto Daciolo, líder do movimento preso anteontem à noite acusado de incitamento e aliciamento a motim.

Tranquilidade. O chefe de comunicação da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Coronel Frederico Caldas afirmou à rádio EstadãoESPN, nesta sexta-feira pela manhã, que 100% dos policiais do Rio estão na rua e justificou dizendo que "não houve interrupção dos nossos serviços (policiais)".

Segundo Caldas, a madrugada e o começo da manhã desta sexta foi tranquilo. "Não há qualquer problema na segurança pública do Rio de Janeiro", disse o coronel, que descartou o uso da Força Nacional de Segurança no Rio de Janeiro.

Apesar da greve de parte da categoria, os PMs realizam a segurança nas ruas do Rio, diz coronel

O chefe de comunicação da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Coronel Frederico Caldas, acredita que o uso de forças nacionais não serão necessárias para realizar o policiamento do Estado.