ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

POLÍCIA CIVIL '

Polícia Civil é o foco da preocupação do Piratini
O período mais turbulento na Segurança Pública do Rio Grande do Sul já se dissipou, com o fim de uma série de protestos incendiários atribuídos a PMs insatisfeitos com seus salários. Agora, são os agentes da Polícia Civil que pressionam por reajuste. Ontem, teve início uma operação-padrão no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) – que tem por objetivo tornar mais lentos as investigações policiais e o andamento de processos. O governador Tarso Genro prometeu apresentar nova proposta para a categoria até o fim do mês.

– Não percam a cabeça no movimento. É fácil entrar numa greve, mas é muito difícil sair – disse Tarso, após protesto de servidores em frente ao Palácio da Polícia.

A operação deve se estender até 7 de março, quando está marcada uma assembleia-geral, que pode decidir pela greve.

– Não estamos trabalhando para que ocorra o mesmo que está acontecendo na Bahia, mas também não podemos deixar de reivindicar nossos direitos – disse o presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Policia do Rio Grande do Sul (Ugeirm), Isaac Ortiz.

Esta foi a última categoria da Segurança a se rebelar. Primeiro foram os policiais militares, que no ano passado realizaram uma série de protestos, entre eles, a queima de pneus em rodovias. No final de 2011, foi a vez dos delegados de polícia clamarem por melhores vencimentos. Chegaram a anunciar um possível boicote à Operação Verão, com prejuízos aos trabalhos no Litoral. A categoria votou a favor da proposta de aumento salarial diferenciado para cada uma das quatro classes, pago de forma gradual entre 2013 e 2018.

– Depois de aprovado o aumento dos delegados, surgiu um abismo entre os nossos salários. Por isso, decidimos fazer apenas o que nos compete, o que está previsto em lei ser a nossa função – diz Ortiz.

Pela proposta do governo, o salário dos agentes passaria para R$ 3,7 mil em 2018. A categoria esperava R$ 8,3 mil.