ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

GREVE PMBA - GENERAL DESAGRADA E PERDE O COMANDO


Exército muda comando das forças de segurança na Bahia - Da Redação e agências. Lúcio Távora | 8.2.12 | Ag. A TARDE08/02/2012 ÀS 23:51 - 08/02/2012 às 20:08


A imagem que foi destaque na imprensa nacional, do general Marco Edson Gonçalves Dias, da 6ª Região Militar, abraçado a um PM amotinado na Assembleia Legislativa (AL-BA), após ganhar um bolo de aniversário, na última terça-feira,07, rendeu problemas para o oficial. Ele foi afastado, nesta quarta,08, do comando das operações no local.

O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, determinou ao comandante militar do Nordeste, general Odilson Sampaio Benzi, que seguisse para Salvador e assumisse o comando da tropa local nesta quarta-feira mesmo. Segundo fontes internas do governo federal, a postura de Gonçalves Dias, que foi chefe da segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desagradou não só ao Exército, como ao Palácio do Planalto.

A presidente Dilma Rousseff, durante o dia, não teria escondido a desaprovação do episódio e teria comentado que considerou "inaceitável" a postura do general, que apagou velinhas, passando a ideia de que estava confraternizando com os manifestantes que tomam o prédio público há mais de uma semana. Nos bastidores, circulou a informação de que o governador Jaques Wagner não teria ficado nada satisfeito com a repercussão negativa da atitude do general responsável por controlar a situação na Assembleia.

Ministério - O governador baiano teria reclamado da atitude e conversou com o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, que teria reconhecido que o general enfraqueceu as negociações, que acabaram se arrastando por mais tempo, quando se esperava que elas fossem concluídas, no máximo, até a terça-feira.