ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

GREVE PMBA - CHEFE DA OPERAÇÃO MILITAR FOI SOMBRA DE LULA


Chefe da operação militar na Bahia foi ‘sombra’ de Lula. General Gonçalves Dias foi chefe da segurança do Palácio do Planalto nos dois mandatos - O Globo, 6/02/12 - 10h17

SÃO PAULO - O general Gonçalves Dias, comandante das forças de segurança na Bahia, na 6ª Região Militar do Exército, foi a “sombra” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seus dois mandatos. Ele ocupou o cargo de chefe da segurança do Palácio do Planalto. Conhecido como GDias, acompanhava Lula em todos os deslocamentos, de compromissos oficiais até mesmo em pescaria.

Ele chegou a planejar deixar o comando da segurança do presidente no segundo mandato de Lula porque pretendia ir para a Academia Militar das Agulhas Negras, depois de ser promovido a general.

Pelas regras da carreira militar, a patente de general é superior à chefia da segurança. E por conta disso, criou-se um cargo de assessor militar para que Dias permanecesse no cargo.

Foi o general Dias quem acordou Lula em Seul, onde participaria de uma reunião do G20, em 2010, com a notícia do infarto do então vice-presidente José Alencar. Nas férias de cinco dias no Guarujá, litoral Sul de São Paulo, em janeiro de 2010, o general Dias acompanhou Lula, dona Marisa Letícias e outros familiares.

Às vésperas de deixar a presidência, no dia 30 de dezembro de 2010, Lula participou da posse do novo chefe da segurança do Palácio do Planalto, general Marcos Antonio Amaro dos Santos. A presença dele na cerimônia foi uma deferência ao general Gonçalves Dias.