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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

GREVE PM: BAHIA E RIO


Homicídios chegam a 155 na região de Salvador durante greve da PM - FOLHA.COM, 10/02/2012 - 11h26

O número de homicídios registrados na região metropolitana de Salvador já chega a 155 desde o início da greve da Polícia Militar, na noite de terça-feira (31). Na madrugada desta sexta, mais uma morte foi incluída nas estatísticas.


O dia mais violento até agora foi a sexta passada, dia 3, quando 32 pessoas foram mortas. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, que divulga boletim diário com os casos de homicídio.

A pasta atualiza os dados inclusive de outros dias, pois casos registrados inicialmente como tentativas de homicídio podem ser incluídos depois como homicídio, se a vítima morrer em decorrência dos ferimentos.

GREVE

Uma assembleia dos policiais grevistas da Bahia terminou por volta das 20h de ontem e decidiu que a greve da categoria continua. Os PMs rejeitaram os termos propostos pelo governo do Estado e esperam nova proposta.

A estimativa é de que 6.000 pessoas participaram da reunião, que ocorreu no sindicato dos bancários.

Ontem, os PMs deixaram o prédio da Assembleia Legislativa do Estado, que estava ocupado desde a semana passada e foi cercado por militares do Exército.

No começo da semana, diversos focos de tumulto ocorreram no local, e os militares usaram balas de borracha e bombas de efeito moral para conter os ânimos.

O ex-policial Marco Prisco foi preso após deixar a Assembleia, junto com outro líder grevista, Antônio Paulo Angelini. Havia mandado de prisão expedido contra eles. Outros dois PMs já tinham sido presos durante a greve --ao todo, 12 mandados de prisão foram expedidos contra os grevistas.

Prisco foi flagrado por escutas telefônicas incentivando atos de vandalismo no Estado. As gravações foram divulgadas pelo "Jornal Nacional", da TV Globo. Em uma das escutas um interlocutor de Prisco identificado como David Salomão diz que vai "queimar viatura" e "duas carretas" na rodovia Rio-Bahia.

A greve dos PMs da Bahia começou na semana passada. Eles reivindicam aumento salarial e a incorporação de gratificações aos salários.

Em entrevista à Folha, o governador Jaques Wagner (PT) disse que não pagaria nada acima do reajuste já concedido ao funcionalismo do Estado. Na terça (7), porém, o governo passou o dia negociando com líderes grevistas, mas a reunião foi suspensa sem acordo.

O impasse ficou por conta dos 12 mandados de prisão expedidos contra PMs grevistas. Prisco afirmou na ocasião que ninguém retornaria ao trabalho sem que houvesse uma anistia geral.

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