ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

MÁFIA DO JOGO ENVOLVE SERVIDORES E POLICIAIS EM 5 ESTADOS

Operação busca 35 envolvidos com exploração de caça-níqueis em 5 estados. Servidores públicos, policiais civis, militares e federais participam do esquema. 29 de fevereiro de 2012 | 7h 38. estadão.com.br


SÃO PAULO - A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal em Goiás e com apoio da Receita Federal, está cumprindo 82 mandados judiciais, sendo 37 mandados de busca e apreensão, além de 35 mandados de prisão e 10 ordens de condução coercitiva nas em cinco estados.

A Operação Monte Carlo tem como objetivo desarticular uma organização que explorava máquinas de caça-níqueis no Estado de Goiás. Inúmeros servidores públicos estão envolvidos no esquema criminoso, entre eles policiais civis e militares e dois policiais federais, um policial rodoviário federal e um servidor da Justiça Estadual goiana. Todos recebiam propina mensal ou semanal.

A investigação, iniciada há 15 meses, verificou uma forma de "franquia" do crime. O chefe da quadrilha concedia a "licença" de exploração dos pontos a donos de galpões clandestinos, localizados nas cidades goianas. Na divisão de tarefas, cabia a policiais civis e militares o fechamento de locais que não contassem com a autorização do chefe da quadrilha.