ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

MILITAR E GREVE. SE A MODA PEGA, O BICHO VAI PEGAR


José Reis Barata - TRIBUNA DA INTERNET, 05/02/2012

O mundo on-line mostra o rastro e saldo do terror de que massas descontroladas são capazes sob o signo de governos irresponsáveis.

Não me considero nem colocaria na lapela um deplorável distintivo de “politicamente correto” no sentido de enclausurado no sistema. Isto cheira a mediocridade. Tampouco o inverso, anarquista. No meio, que não seja ficar em cima do muro, está a virtude.

Todos os fatos da vida podem ser examinados por duas vias: a da moral e a legal. Moralmente, os policiais, se vistos como um profissional qualquer, fica difícil não apoiá-los dentro dos limites que alcancem o respeito ao próximo. Legalmente, e a realidade civilizada de um Estado Moderno exige a observância de todos, sem exceção, inclusive e principalmente do próprio Estado.

Fazendo greve, os militares se colocam fora da lei e da ordem, agridem e afrontam o Estado, ostensivamente aviltando sua razão de ser, ofendendo o que lhes incumbe e exige o dever prescrito no Regulamento Disciplinar Militar, que pode, em feliz e justa síntese, ser colocado como base da instituição: a hierarquia e a disciplina.

Transmudam-se em marginais. Justamente o objeto de sua ação. Militar, também, não é um profissional qualquer. Todavia, nem melhor ou pior: diferente. Têm um trato constitucional específico e diferenciado que abraçam ao ingressar na instituição e que diz respeito direto e inerente à profissão.

Desnecessário ir além, avançar.

Resta uma questão: mas quando o Estado, governos circunstanciais fazendo ouvidos moucos, de mercador não cumprem e insistem em não cumprir a parte que lhe cabe, levando não somente os profissionais da segurança, também os da saúde e educação a lindes insuportáveis?

Ademais é de se anotar que as Forças Armadas, fiel da ordem e da lei, estão politicamente afastadas do governo; aprisionadas em seus quartéis; em continuado processo de cooPTação de chefes tímidos e por meios velados, impublicáveis, que pressionam com a ortodoxia militar e angustiam os mais conscientes da verdadeira significação da lei e da ordem necessariamente apartadas do poder, exigindo legitimidade legal em todo o processo, isto é, da formação representativa à aplicação por governos circunstanciais que não podem se servir do poder como instrumento de servidão.

O momento é sensível e preocupante. Estão cutucando a fera com vara curta; ferir e matar é só começar.

NOTA: Matéria indicada pelo Cel Ref José Macedo.