ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

INSTRUMENTO DE INTIMIDAÇÃO E DESORDEM

"A PM não pode se transformar em instrumento de intimidação e desordem", diz Wagner em pronunciamento. Governador falou que doze mandados de prisão já foram expedidos desde início da greve parcial. Da Redação, 03.02.2012 - 20:20

O governador Jaques Wagner se pronunciou em rede estadual de rádio e TV na noite do dia 03 e falou sobre a situação de insegurança e "intranquilidade" na Bahia depois que uma associação de Policiais Militares decretou greve esta semana. O governador afirmou que doze mandados de prisão já foram expedidos desde o início da greve parcial. O pronunciamento durou 3 minutos.

Wagner disse que agiu "imediatamente e com rigor" contra um grupo de policiais que usou "métodos condenáveis" que causaram medo na população. Wagner ressaltou investimentos na segurança e disse que o seu governo sempre esteve aberto a negociações.

"Não podemos conviver com um movimento já decretado ilegal pela Justiça baiana", disse o governador em seu discurso. Wagner reconheceu que "não estamos em uma situação ideal", mas falou sobre o reforço de mais de 2 mil homens da Força Nacional e do Exército, enviados após pedido à presidente Dilma Rousseff.

Wagner convocou todos os oficiais da Polícia Militar que tenham paralisado as atividades a retornar ao trabalho. Ele disse que não permitiria que "um pequeno grupo, de forma irresponsável, cometa atos de desordem, para assustar nossa população".

"Vamos continuar trabalhando firmemente para melhorar as condições de trabalho das polícias da Bahia", assegurou. "A PM não pode virar instrumento de intimidação e desordem", continuou Wagner, antes de encerrar: "Contem com seu governador".