ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

VALE DOS SINOS SEM PENEIRA

WANDERLEY SOARES, REDE PAMPA, O SUL, Porto Alegre, Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011.

Coronel que chegou com um discurso que parecia pronto para um trabalho de dois anos ficou seis meses no posto e transferiu o bastão para um tenente-coronel com retórica pragmática.

A comunidade do Vale do Sinos esperava que o coronel Kleber Senisse, pelo seu discurso inicial, permanecesse no posto de comandante regional de Polícia Ostensiva daquela região pelo menos durante dois anos.

No entanto, Kleber, reconhecido como notável palestrante, especialmente sobre Copa do Mundo, tendo assumido aquele comando em janeiro último, já passou o bastão, na primeira semana deste mês, para o tenente-coronel Carlos Armindo Thomé Marques.

O insólito dessa saída de Kleber é o fato de que ele não retorna para a Brigada Militar, pois já encaminhou a sua ida para a reserva. É possível, no entanto, que entre os civis, o ex-comandante continue distribuindo seus conhecimentos sobre a Copa.

Quanto ao tenente-coronel Thomé, seu discurso tem sido pragmático. Ele diz que vai trabalhar "sem esconder o sol com peneira".

Banco

Quatro homens tentaram assaltar, ontem, a agência do Banrisul do Estádio Beira-Rio. Eles abordaram o gerente no momento em que ele chegava ao banco. O funcionário conseguiu escapar, mas os criminosos renderam o vigia e fugiram levando o seu revólver.

Guerra

A Polícia Civil prendeu, ontem, nove pessoas ligadas à disputa de poder entre presos no Centro do Estado. A operação ocorreu em Santa Maria, Cruz Alta e Soledade com o objetivo esclarecer quatro assassinatos e oito tentativas de homicídio na região. Os crimes foram motivados pelo tráfico de drogas e disputa entre facções de presídios de Santa Maria.

Pimenta

Uma briga entre dois usuários da Trensurb causou confusão entre os passageiros de um trem vindo de São Leopoldo para a Capital. Um dos envolvidos usou spray de pimenta para se defender. A briga foi contida por seguranças.

Proerd

Hoje, às 15h30min, o comandante do 11 BPM, tenente-coronel Toni Robilar Pacheco, dirigirá no auditório do Colégio Especial Concórdia, localizado na Vila Ipiranga, a solenidade de formatura do 1 semestre do Proerd (Programa Educacional de Resistência as Drogas e a Violência). O evento formará 250 crianças das séries iniciais.

Privilégio

Uma lotérica instalada no Supermercado Nacional, na avenida José de Alencar, tem sido guarnecida por PMs fardados que conduzem simpáticos cães. Um privilégio que nem todas as lotéricas ou cidadãos alcançam.

Bandidagem

Quatro homens foram presos, segunda-feira, em Porto Alegre após uma tentativa de assalto a um mercado em Eldorado do Sul, na Região Metropolitana. Eles renderam o proprietário do estabelecimento e fugiram em um carro pela BR-116, em direção à Capital, no início da noite. Foram capturados após um tiroteio.

Política penitenciária

A Susepe, segundo o Diário Oficial do Estado, edição de ontem, suspendeu por três meses o encaminhamento de expedientes de solicitações de reformas e/ou ampliações de estabelecimentos prisionais. E assim se desenvolve a política penitenciária do Estado.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA

Referente ao primeiro item da coluna, considero este é um dos maiores males que atinge a organização quando investe em um agente ou gestor com conhecimentos necessários na aplicação de estratégias para cumprimento da missão institucional, e este pede afastamento ou se aposenta, desligando-se da instituição e da missão. O Cel Kléber não é só um notável palestrante, mas um extraordinário gestor, operacional e comandante de segurança pública e profundo conhecedor de várias áreas pertinentes às missões da Brigada Militar e um dos capacitados para a segurança da Copa do Mundo de 2014.

Já ocorreu com aqueles astronauta que foi ao espaço e com políticos e policiais gaúchos que foram ao exterior buscar idéias para aplicar a "tolerância zero" e "a filosofia do policiamento comunitário no RS". Onde estão eles? O que aplicaram do conhecimento adquirido com recursos públicos? Para quem repassaram o conhecimento? Publicaram algum manual ou livro sobre o conhecimento adquirido? Onde estão os relatórios que cada um deveria elaborar como contrapartida?

É UMA PENA.

Referente à política penitenciária - é só mais uma demonstração do descaso para com os pedidos da justiça e com a situação dos presos e dos agentes prisionais que têm de se desdobrar para cumprir a missão respeitando os direitos humanos.

Quanto ao policiamento privilegiado de uma lotérica instalada no Supermercado Nacional - seria bom a Brigada Militar investigar, pois em toda a cidade faltam policiais fixos, comprometidos com o local de trabalho e em contato com o cidadão.