ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

RÉU NA CORREGEDORIA

PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA - ZERO HORA 10/08/2011

Réu em processo na Justiça Militar por falsidade ideológica, o major Carlos Roberto Guimarães Rodrigues segue trabalhando na Corregedoria da Brigada Militar, o órgão responsável por investigar desvios na corporação.

Segundo denúncia do MP, o major e outro colega, que à época atuavam na Casa Militar, prestaram declaração falsa em 29 de outubro de 2010, ao atestar a conclusão da implantação do sistema de Controle de Acesso e Seguridade no Palácio Piratini. Com o aval, a empresa contratada recebeu o pagamento integral, embora parte da rede aguardasse instalação.

Presunção de inocência

Os militares argumentaram ao MP que os equipamentos não foram instalados devido à troca de governo e à reforma no palácio. A empresa Telemática Sistemas Inteligentes teria se comprometido a concluir o serviço.

Segundo o coronel João Gilberto Fritz, corregedor-geral da BM, o afastamento de Guimarães está fora de cogitação, “por falta de elementos de convicção”. Destaca ainda o respeito ao princípio da presunção de inocência, ponderando que o militar tem 25 anos de “relevantes serviços” e que esta é a terceira vez que ele atua na corregedoria. E ressalta que o major exerce funções administrativas.

- A advogada da Telemática, Norma Novaes, diz que não pode dar esclarecimentos porque a empresa não foi oficialmente comunicada.