ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

AGENTE PENITENCIÁRIO QUE FAZIA SEGURANÇA DE BICHEIRO MATA POLICIAL CIVIL

Polícia divulga imagens das câmeras de segurança de boate onde policial foi morto - 09/08/2011 às 17h43m; Ana Claudia Costa e O Globo; com Bom Dia Rio

RIO - A polícia divulgou nesta terça-feira as imagens das câmeras de segurança da boate The Week, na Zona Portuária do Rio, onde um policial civil foi morto ma madrugada de sábado . As imagens mostram o momento em que Marcelo Bittencourt, de 44 anos, foi baleado pelo agente penitenciário Antônio Carlos de Oliveira Júnior, que se entregou na noite de segunda-feira na delegacia do Recreio. Antônio fazia a segurança do bicheiro, João Carlos Martins Maia, de 37 anos, o Joãzinho, que segundo a polícia seria o coautor do assassinato. A polícia chegou aos envolvidos no assassinato após ouvir depoimentos de seguranças da boate e de verificar as imagens do circuito de câmeras do local .

A Justiça do Rio decretou a prisão temporária de Joãozinho na manhã desta terça-feira, e policiais da Divisão de Homicídios fazem buscas na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes. De acordo com as investigações, João Carlos estava com seus seguranças em um camarote da boate quando houve um desentendimento com o policial civil. Após uma discussão, o civil teria pegado a arma que ficara acautelada na porta da boate e atirado contra o sargento da PM Alexandre Caetano Ferreiro, ferido na boca. Em seguida, o bicheiro deu ordem ao agente penitenciário para atirar no policial civil.

O advogado do agente penitenciário, no entanto, alegou que seu cliente atirou em legítima defesa. A polícia ainda desconhece os motivos da confusão, mas confirma que os dois policiais estavam de folga no sábado.

Atendente do bar da boate, Otávio Ferreira, contou que os funcionários não viram como a confusão começou. Segundo testemunhas, a briga aconteceu perto do balcão de pagamentos.

- Não vimos como começou toda essa confusão, apenas ouvimos os disparos - disse Otávio, na saída da casa noturna, bastante frequentada pelo público gay.
Segundo o gerente da The Week, Antônio Milani, o policial civil acautelou a arma ao chegar na festa, mas ele também informou que o PM entrou armado na casa. Na noite de sexta, acontecia na The Week uma festa aberta na qual a promoter Renata Beyruth comemorava seu aniversário. A briga foi pouco antes do amanhecer, quando ainda havia cerca cem clientes na boate.