ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

DIVERGÊNCIA - DNA PARA REAFIRMAR PROVAS CONTRA JUNDIÁ

ESTUPRO EM NH. Polícia aposta em DNA para reafirmar suspeita. Linha de investigação depende de análise do material genético de Jundiá - FRANCISCO AMORIM, ZERO HORA 11/08/2011

Um dia depois de ser surpreendida pela informação de que o principal suspeito de estuprar uma jovem de 21 anos poderia estar sob proteção federal fora do Estado na data do crime, a Polícia Civil mantém a linha de investigação, apostando em um exame de DNA para confirmar sua versão do caso. Apesar de não confirmado pela Polícia Civil, fios de cabelo recolhidos na casa de familiares de Jacson Nauta de Quadros, conhecido como Jundiá, devem ser usados na comparação com o esperma coletado no corpo da vítima.

Também é cogitado para a análise o uso de uma amostra de sangue que teria sido coletada durante a internação na Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase). Seriam as duas alternativas encontradas pela investigação caso o suspeito e familiares se neguem a entregar material para análise.

Em entrevista para tratar do caso no Palácio da Polícia à tarde, os delegados preferiram não polemizar a posição divergente com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que informou ao Judiciário que Jundiá não estaria no Rio Grande do Sul desde março.

– Toda informação é bem-vinda. O inquérito não foi concluído, mas as provas até o momento indicam Jundiá como autor do crime. Esse inquérito pode inclusive, no final, mostrar que ele não é o culpado. Se não foi ele, quem sabe, ele poderia colaborar fornecendo material para o DNA – afirmou o delegado regional do Vale do Sinos, Bolívar Llantada.

Até a tarde, a polícia não havia sido comunicada oficialmente sobre o fato de que Jundiá estaria sob o abrigo do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (Ppcaam) e, assim, não poderia estar envolvido no caso no Vale do Sinos, como aponta a polícia.

– Estamos buscando essa informação com os órgãos competentes sobre isso – pontuou o diretor do Departamento de Polícia Metropolitano, Aníbal Germany.

Em mais uma possível reviravolta no caso, no meio da tarde de ontem, o juiz da Vara da Infância e da Juventude de Novo Hamburgo informou que aguardava para o final do dia documentos que comprovariam que o principal suspeito de estuprar a jovem estaria fora do Estado.

O magistrado João Carlos Corrêa Grey declarou ontem à noite, às 20h, ter recebido “informações preliminares” do Ppcaam de que Jundiá teria se apresentado a representantes do Ministério Público da unidade da federação onde está morando com a mãe. Mas aguardava um comunicado oficial antes de confirmar esta informação, o que deve ocorrer, segundo o magistrado, na manhã de hoje.

Os documentos sobre o paradeiro de Jundiá devem ser enviados com cópia também para a 3ª Vara Criminal da cidade, onde o caso será julgado. Grey também disse ter ouvido informações extraoficiais que apontariam a disposição do jovem em fornecer material genético para exame de DNA, para provar sua inocência.