ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

USO DE ALGEMAS - OPINIÃO


SOBRE ZH - ZERO HORA 17/08/2011

A coluna “Sua Segurança”, de Humberto Trezzi, que analisou o uso de algemas pela Polícia Federal ao prender políticos acusados de corrupção (“Algemem quem precisa”, ZH de 11 de agosto) foi comentada por leitores em mensagens à Redação.

Flávio Mansur entende que o colunista deve corrigir sua opinião, “até porque o problema é mais específico: é expor o preso algemado à imprensa, não o fato de algemá-lo. Quem sabe, colocando um capuz preto em todo preso não resolvemos o problema?”.

Luiz Baú pondera que “esses ladrões que sistematicamente se instalam no poder matam mais que os bandidos comuns e roubam até quando caminham. Algemas nas mãos e pés desses perigosíssimos assassinos, e desfile em praças públicas para que todo o povo veja”.

José A. C. Macedo questiona a afirmação de que algema deve mesmo se restringir a quem é ou pode ficar violento:

– Afinal, quem deve ser protegido: a sociedade, que é a própria vítima; o policial, que defende a sociedade; ou o criminoso? Nos países do chamado Primeiro Mundo, o criminoso é algemado, não se discute se é moral ou não, o que vale é a moral da sociedade que foi abalada, que está acima de conceitos filosóficos. Quem decide é a Justiça! Aqui, a violência e a criminalidade é que ficam impunes. E fica-se teorizando o uso ou não de algemas.