ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O PIOR SALÁRIO - PROTESTOS NAS ESTRADAS CONTINUAM


Protestos nas estradas continuam apesar de promessa de trégua dos policiais militares. Autoria das manifestações é atribuída a policiais em campanha salarial - ZERO HORA ONLINE, 29/08/2011

Novos protestos com pneus queimados em rodovias foram registrados na madrugada de segunda-feira.

Em Lajeado, os bombeiros precisaram ser chamados às 2h20min, no km 337 da rodovia Lajeado — Porto Alegre (BR-386). Sobre parte da via queimavam 10 pneus, obrigando os veículos a trafegarem em meia-pista. Ao lado dos pneus, uma faixa estendida falava do salário dos policiais militares no Vale do Taquari, remetendo o protesto aos outros feitos no Estado, que reivindicam aumento salarial aos policiais.

Depois de 35 minutos de trabalho os bombeiros e policiais rodoviários federais conseguiram liberar a rodovia. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Lajeado.

O segundo caso foi registrado logo depois da meia-noite, em Santiago, na Região Central, no km 402 da rodovia Santiago — São Borja (BR-287). Os pneus colocados no centro da pista foram queimados, deixando no entanto, passagem pelas laterais para os veículos.

Bombeiros de Santiago foram chamados para apagar o fogo. Esta manhã os policiais rodoviários federais registraram o caso na Delegacia de Polícia da cidade.

Os bloqueios interromperam a trégua prometida pelos PMs na sexta-feira, enquanto fosse realizada a negociação salarial. A Associação de Cabos e soldados da BM disse que desconhece a autoria dos protestos e está respeitando acordo com o Piratini.

Outros ataques:

Na madrugada da última quarta-feira, três rodovias gaúchas foram alvo de queima de pneus. A autoria das manifestações é atribuída a policiais militares em campanha salarial.

O fogo produzido pela queima de pneus às margens da rodovia Erechim — Concórdia (BR-153) também surpreendeu os motoristas que passavam pela via às 4h30min desta quarta-feira. Ao lado, uma faixa de protesto reclamava do salário pago aos policiais militares.

Fogo não chegou a interromper o trânsito em Erechim. Foto: Alderi Bertuzzi


A rodovia Ivoti — Novo Hamburgo (BR-116) ficou interditada por uma hora, no km 232, em Estância Velha. Os pneus, espalhados por toda a extensão da rodovia pegaram fogo desde as 5h da manhã. Ao lado dos pneus, uma faixa estendida fazia referência ao piso salarial nacional dos policiais militares.

Pneus foram queimados também em Estância Velha. Foto: PRF, Divulgação


Em Santa Rosa, no noroeste do Estado, pneus foram incendiados por volta das 23h de terça-feira. O fogo provocou bloqueio da ERS-344, no km 46, saída para Giruá. De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual, o trânsito ficou interrompido por cerca de 1h30min. Na entrada da cidade, uma faixa alerta para os baixos salários recebidos pelos policiais militares no Estado.

Faixa foi colocada na entrada de Santa Rosa. Foto: Frani Centenaro


Na última segunda-feira, cerca de 30 pneus foram incendiados na BR-285, em Passo Fundo, no norte do Estado. Faixas alusivas ao salário dos policiais também foram colocadas na via. Manifestação semelhante já havia sido feita em Frederico Westphalen, também no Norte, no dia 4 de agosto. A polícia investiga a autoria dos protestos.