ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

RESPOSTA DE UM PERSEGUIDO POLÍTICO AO GOVERNO SEU ALGOZ

Via facebook- autorizado, 21/10/2013

Vanderlei Martins Pinheiro

Vanderlei Martins Pinheiro



Não será a primeira vez na história do Brasil que instituições de segurança são extintas ou restauradas. Isso faz parte da caminhada na construção de uma sociedade.

Voltando no tempo vamos ter a extinção das Guardas Civis, em 1967. Muito foi atribuído à Revolução. Não citam os relatórios, elaborados, por autoridades públicas policiais de décadas anteriores, em que isso, já era proposto de forma indireta. Já naquela época, explicitavam nos relatórios, que um Soldado da BM, era mais barato que um Guarda Civil (GC). E , que estes, em razão do ofício tinham alto índice de tuberculose e problemas de conduta. Para melhor entender e sair da esfera pública, um livro de exaltação à história da GC, de autoria de Rejane Penna e Luiz Carlos da Cunha Carneiro, em 1994, se intitula “Os vigilantes da ordem - Guarda, Cachaça e Meretrizes”. Então, os fatos publicados em livros da própria PC/RS, bem anteriores, a extinção, bem como da sociedade ou dos próprios guardas diagnosticavam uma instituição com problemas, naquele momento, sem deixar de considerar que tenha tido um passado glorioso.

Assim, hoje, a história da Brigada Militar e suas co-irmãs é gloriosa, mas os governantes têm legitimidade para propor a extinção ou a unificação com desmilitarização. Não cabe aos governantes fazerem discursos mentirosos em organizações internacionais, que de há tempos, ocorre. Até porque o grande exemplo que devem considerar as PMs brasileiras está na Guarda Civil espanhola. É uma organização militar como nome de civil. Porque nossos governantes, que vão seguido a Espanha, não criticam a existência maculante de um órgão militar com o nome de civil, fazendo policiamento. Sejam mais coerentes e menos cínicos. O propósito da desmilitarização não tem nada a ver com a sociedade. É do projeto de poder que consta no Estatuto partidário desde 1981. Eu tenho e guardo um original mimiografado e todo marcado, nestas questões.

O decreto é um mero formalismo político do vencedor. Se Maria do Rosário e Dilma acham que tem de extinguir ou transformar e, isso já é um assunto partidário, deliberado desde a fundação do partido, que tomem urgentemente as providências e não fiquem inventando motivo.

Quero me manter o mais tranquilo em relação a esse assunto e não farei pressão contra, que não seja a do exercício da palavra. Mas muitos policiais não conhecem os verdadeiros motivos e alguém tem de informá-los.

Estamos na quarta investida socializante no Brasil. A primeira foi muito incipiente, logo após a Revolução Russa. A massa na rua em São Paulo gritava “Viva o Exército” e “Abaixo a polícia”, enquanto a carga da cavalaria da, então Força Pública daquele Estado, com seu tropel, dispersava os manifestantes.

Basicamente, era um sindicalismo incipiente e uma massa acrescida de imigrantes italianos (sem terras e sem tetos, vindos da Itália) bem versados no anarquismo. E ocorreu em diversos locais da federação, inclusive, aqui em Porto Alegre, com intervenção e atuação de tropas da Brigada Militar, O ano de 1917 foi marca da primeira derrota socialista no Brasil.
Já, mais organizados e com o reforço de militares dissidentes - no caso de Luiz Carlos Preste, milico e maior nome comunista brasileiro, voltam os socialistas/comunistas em 1937. Mas o projeto, desse momento dos socialistas, era o de quarteladas. Achavam que assumindo alguns quartéis, começariam a revolução e que o povo os seguiria. Eles mataram dormindo, quase 40 colegas militares, soldados, sargentos e oficiais. Sublevaram duas unidades em Pernambuco e outra no Rio de Janeiro, mas foram derrotados. E o Getúlio Vargas, aproveitou para fechar o sistema e implantar a “Polaca”, a constituição de sua ditadura em 1937.

O projeto de chegada ao poder dos socialistas/comunistas continuou e chegava a seu auge em 1963. Greves, convulsões sociais de toda a espécie. A liberalidade inconsequente e desrespeito à constituição, inclusive por oficiais e do próprio presidente, da época. Um clima meio semelhante ao de hoje, exceto pelo nível de violência, que agora temos hoje. Deu no que deu. Mais uma vez o próprio socialismo arquivou seu projeto.

Ao final do século passado, a criação do Foro de São Paulo, mostrou a dimensão continental, possível, não mais só Brasil, para a quarta investida do socialismo por aqui.

Pois são justamente as polícias, com viés militar, os alvos do socialismo sul americano. O Gendarme argentino, o Carabinieri chileno e as Polícias Militares do Brasil. O mundo sabe que o projeto socialista sempre foi abortado e, a instituição garantidora do insucesso deles, foram estas.

A grande vendeta da história se arma para acontecer...

(Fim de minha primeira fase - em 15 dias se inicia minha segunda fase)