ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

REIVINDICAÇÕES X ORDEM PÚBLICA

Clóvis Jacobi, advogado - Jornal do Comercio, 28/10/2011

O governo Tarso Genro enfrenta avalanche de pleitos do funcionalismo que, arrimado em arroubos de palanques eleitorais, assesta baterias buscando ver cumpridas as promessas através da transformação em vantagens reais. A legitimidade das pretensões está também no resultado do pleito, para o qual teria contribuído. Generalizaram-se as demandas, com destaque a escalões menores da Brigada (já permeada toda a gloriosa força), ao magistério, à Polícia Civil, aos técnicos científicos etc..., cada grupo a seu modo, via tradicionais métodos...

Destoando do agir comum - as paralisações (eufemismo de greve de servidor público) -, inovaram, interrompendo vias urbanas e rurais, com sério dano à economia, às liberdades e à ordem pública, espraiando atos desordeiros por todo o Estado, sem êxito das autoridades na identificação da origem, a despeito do esforço que dizem empregar. Não constituirá aleivosia inferir que a origem reside nos interessados, salvo ação diabólica engendrada por inimigos para desmerecer a corporação perante o governo e a sociedade, o que não se descarta...

Seja lá quem for, a verdade é que o volume e a forma indicam/constituem ameaça à ordem pública e, muito mais, ruptura de princípios “pétreos” como hierarquia, disciplina e ordem, sob os quais sobrevivem não só os órgãos castrenses.

Essa ruptura teria iniciado no âmbito de cada chefia, pelo desrespeito dos subalternos, alcançando o escalão maior, o governador do Estado, por sua condição de comandante e magistrado supremo! É lícito hipotetizar sobre como seria se essa celeuma fosse no governo anterior, quando por muito menos houve tentativas de intervenção, de impedimento da autoridade, tudo sob repetitivos exercícios cênicos e oratórios!

É preocupante o clima de incerteza e insegurança que vem se projetando sobre a sociedade, mais agora, ante a recusa à oferta governamental, certamente bem menor do que a angústia dos responsáveis pela provisão de meios à quitação da conta onde há enorme parcela vencida (o piso do magistério). Ao final tudo acabará, como sempre, no lombo do contribuinte regular, já que os irregulares não pagam...