ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

DESVIO - TRÊS BATALHÕES DE POLICIAIS OSTENSIVOS ESTÃO FORA DAS RUAS

Três batalhões deixam de patrulhar - ZERO HORA 13/06/2011

A Brigada Militar tem hoje em torno de 1 mil policiais militares prestando serviços fora da corporação, número suficiente para manter funcionando dois batalhões de grande porte – como o 9º BPM, situado no bairro Cidade Baixa – e um terceiro menor.

Estão fora do policiamento 962 PMs, somando os cedidos, os à disposição de associações, federações, os que atuam em conselhos tutelares e em força de paz da ONU e na força-tarefa dos presídios. Só as atividades nas cadeias absorvem atualmente 616 servidores.

Há quatro anos, o então secretário da Segurança, José Francisco Mallmann, encabeçou, junto com a cúpula da Brigada Militar, um movimento pelo retorno desses PMs para a corporação.

– A situação que não estiver prevista na lei, é desvio de função. Tem de acabar com convênios, decretos e acordos que servem de artifícios para tirar os PMs do policiamento. PM fez concurso público para estar nas ruas fardado – diz Mallmann, hoje delegado federal aposentado.

Um dos projetos do ex-secretário era estipular um prazo máximo de cinco anos para a permanência dos PMs prestando serviços fora da BM. Mallmann também faz críticas contundentes em relação à atuação de policiais em presídios.

– Os policiais têm de estar nas ruas cuidando da sociedade, coibindo crimes. Quem tem de cuidar de presos são os agentes penitenciários – diz Mallmann.

FORA DAS RUAS - Secretário diz que vai reduzir PMs em cadeias

A Secretaria da Segurança promete reduzir, até o final do ano, o número de PMs fora da corporação. O enxugamento ocorrerá na força-tarefa dos presídios, criada em 1995 e que atualmente ocupa mais de 600 PMs.

Segundo o secretário Airton Michels, os 200 PMs que trabalham na Penitenciária Estadual do Jacuí vão retornar à BM. A meta é extinguir por completo a força-tarefa até 2014.

Em relação aos policiais cedidos a outros órgãos, que são 318, Michels considera o número razoável e ressalta que esses servidores devem estar prestando serviços relacionados com a experiência quem têm.

Quanto ao tempo fora da BM, o secretário avalia não ser saudável um longo afastamento do servidor, pois pode implicar em perda do perfil de policial. Dos 344 PMs cedidos ou à disposição, 75 não atuam no policiamento há mais de quatro anos.