ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A POLÍTICA ANALGÉSICA


WANDERLEY SOARES, REDE PAMPA, O SUL
Porto Alegre, Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011.


O governo, sem dúvida, confia na paciência e também na coragem de cada cidadão. Há a promessa de preencher vagas no policiamento ostensivo em 2013.

Não obstante algumas interpretações de conteúdo analgésico por parte de alguns especialistas da pasta da Segurança Pública, afinal, quem está no governo tem que fazer isso mesmo, a violência e a criminalidade estão em níveis que assustam a cada cidadão, especialmente porque não são plenamente visíveis as estratégias de policiamento preventivo-ostensivo em nosso Estado.

Tal visibilidade ocorre durante algumas horas do dia e em algumas áreas da cidade e é apelidada de "operação presença". Outras operações de maiores dimensões são desenvolvidas de forma episódica e algumas até flagrantemente midiáticas.

O resultado final tem como exemplo maior a ocorrência de 1.499 homicídios no Estado em 2011. Ocorre que o governo opera com seus órgãos de segurança no entorno de oscilações não sendo notável nisso quedas realmente significativas em delitos de maior gravidade.

E dentro desta moldura, ainda sob os acordes da política analgésica, o governo anuncia concurso na Brigada Militar que, no papel, corresponde a abertura de 2,1 mil vagas.

Discretamente, tal anúncio se completa com a informação de que os candidatos aprovados e que passarem por todo o processo de formação, entrarão em ação em 2013.