ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

PC/PR NO RS - EM OUTRA AÇÃO DESASTRADA, REFÉM É MORTO


Troca de tiros. Em desdobramento de ação policial desastrada, refém é morto em Gravataí. Este é o segundo incidente envolvendo o mesmo grupo de policiais paranaenses em território gaúcho em apenas 12 horas - Francisco Amorim e Humberto Trezzi, ZERO HORA ONLINE, 21/12/2011 | 16h31

Outra tragédia aconteceu na sequência da operação da Polícia Civil paranaense que resultou na morte de um PM gaúcho, em Gravataí, na madrugada desta quarta-feira.

Nesta tarde, outro grupo de policiais civis paranaenses, acompanhado de uma equipe da Polícia Civil gaúcha, invadiu um cativeiro onde eram mantidos empresários sequestrados por uma quadrilha gaúcha. Em troca de tiros, um dos reféns, um comerciante, foi morto. Três sequestradores acabaram presos.

O tiroteio aconteceu numa residência situada atrás da Câmara de Vereadores de Gravataí, no centro daquela cidade.

É o segundo incidente mortal envolvendo policiais paranaenses em território gaúcho, no espaço de 12 horas. O primeiro aconteceu por volta da 1h30min da madrugada desta quarta-feira, quando o sargento da Brigada Militar Ariel da Silva, 40 anos, foi atingido por quatro disparos de metralhadora na Avenida Planaltina, nas proximidades da ERS-020, em Gravataí.

Os autores dos tiros são policiais civis do Grupo Tigre, uma unidade de elite especializada em combate a sequestros. Eles tentavam descobrir o cativeiro de reféns paranaenses presos no Rio Grande do Sul. Conforme a versão dos agentes que o mataram, o militar pilotava uma moto e os abordou, com arma em punho. Ele teria feito disparos contra o carro que eles ocupavam. Um dos agentes disparou uma rajada de submetralhadora .40, matando o PM.

Uma outra equipe da Polícia Civil paranaense foi enviada então de Curitiba até Gravataí para dar sequência à investigação que resultara em desastre. Essa equipe buscou apoio de policiais civis gaúchos, que invadiram o cativeiro. Na troca de tiros entre agentes e os sequestradores, um refém acabou morto.

Homicídio em Gravataí. Policiais paranaenses que mataram sargento têm prisão decretada. Prisão foi decretada por dois motivos: os policiais realizaram uma abordagem desastrosa e agiram de forma temerária, fora de sua jurisdição e sem informar os colegas gaúchos - Humberto Trezzi, 21/12/2011 | 15h26

Os três policiais civis que mataram um sargento da Brigada Militar na madrugada desta quarta-feira, em Gravataí, tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça.

O sargento Ariel da Silva, 40 anos, foi atingido por quatro disparos de metralhadora na Avenida Planaltina, nas proximidades da ERS-020, por volta de 1h30min. Conforme a versão dos policiais civis que o mataram, o militar pilotava uma moto e os abordou, com arma em punho. Ele teria efetuado disparos contra o carro que eles ocupavam. Um dos agentes disparou uma rajada de submetralhadora .40, matando o PM.

Os policiais civis paranaenses, ligados ao grupo de elite Tigre, afirmam que investigavam um sequestro cujo cativeiro é na Região Metropolitana. Eles estavam hospedados num hotel no centro da capital gaúcha, e inclusive tinham prestado depoimento a respeito do episódio. Depois, foram para o Paraná. Com a decretação da prisão, devem ser encarcerados em Curitiba, onde ficariam à disposição da justiça gaúcha. A confirmação é do Departamento de Polícia Civil do Paraná.

A prisão temporária dos policiais teria sido decretada por dois motivos: eles agiram de forma temerária, fora de sua jurisdição e sem informar os colegas gaúchos. E também pela abordagem desastrosa, independente de quem tenha atirado primeiro. Momentos antes do crime acontecer, os agentes paranaenses chegaram a passar por viaturas da Brigada Militar e mesmo assim não comunicaram que estavam em operação.

No início da tarde, policiais civis e militares gaúchos, acompanhados de outro grupo de policiais paranaenses ligados ao Tigre, invadiram um cativeiro em Gravataí e teriam libertado dois empresários sequestrados. Um dos reféns foi baleado na ação.