ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

GRUPO TIGRE DA PC-PR - EFICIÊNCIA FEZ DA UNIDADE UMA REFERÊNCIA


Eficiência fez da unidade uma referência - GAZETA DO POVO, 22/12/2011

Unidade de elite antissequestro da Polícia Civil do Paraná, o grupo Tigre sempre foi conhecido no país pelas ações eficientes, libertando reféns vivos e prendendo os criminosos. O grupo foi criado em 1990, depois de uma sequência de sequestros registrados no estado. A partir de então, a unidade passou a ser referência nacional.

O sucesso da equipe decorredo intenso treinamento específico e do planejamento na hora de agir. A identidade das vítimas sempre foi mantida em sigilo e quase nunca as informações do crime apareciam antes de o caso ser resolvido. Até agora, o trabalho foi exaltado em razão dos números excepcionais: 100% de solução dos casos de sequestro.

Para integrar o Tigre é preciso ter a ficha policial ilibada e passar por um curso rigoroso de operações especiais. O policial tem a vida investigada com rigor. O curso é a última fase e determinante para o policial ser aceito no grupo.

O delegado chefe do Tigre, Renato Bastos Figueiroa, assumiu o Tigre em janeiro, após transferência do delegado Riad Farhat para a Divisão de Narcó­­ticos. Farhat comandou o Tigre por cerca de sete anos.

Um amigo de todos da cidade

Dono de uma pequena proprieda­­de rural, Lírio Persch, 50 anos, tam­­bém prestava serviços para outros agricultores no período de plantio e colheita. Casado, pai de um filho e morador do centro do município de 3,8 mil habitantes, era uma pessoa reservada. “São tra­­balhadores, de famílias tradicionais aqui na cidade”, diz o radialista Afonso Francener. O prefeito Rudi Kuns relata que os moradores estão abalados. “Era amigo de todo mundo”, diz. Finkler também é bas­­tante conhecido. Além de uma transportadora, é agricultor e mo­­ra em Quatro Pontes há muito tem­­po.

Nota da Sesp defende policiais

“A Polícia Civil ressalta que agentes paranaenses envolvidos no caso mantiveram a postura mais adequada possível”, afirma nota divulgada ontem pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná. “Os policiais retornaram para Curi­­tiba, se apresentaram à Cor­­regedoria Geral da Polícia Civil e estão à disposição da Justiça”. Se­­gundo a nota, as autoridades gaúchas seriam informadas sobre a presença da polícia paranaense na manhã de ontem.

Vítima acusa polícia gaúcha de matar amigo

Para o empresário que foi do Paraná ao Rio do Grande do Sul comprar uma máquina agrícola e acabou sendo sequestrado, a morte do amigo e companheiro de viagem foi consequência de uma ação policial mal-planejada. “Não precisava ter acontecido isso”, lamenta Osmar José Finkler, em entrevista à Gazeta do Povo. Ele relata que o tiro que matou o agricultor Lírio Persch partiu da polícia gaúcha e que ambos os sequestrados estavam dentro do carro a caminho da libertação.

CONHEÇA O GRUPO TIGRE DA POLÍCIA CIVIL DO PARANÁ.
http://policiaoperante.blogspot.com/2011/12/grupo-tigre-da-pc-do-parana.html