ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

PM CRIMINOSO EM PRESÍDIO COMUM

Governo quer PM criminoso em presídios comuns de São Paulo - ROGÉRIO PAGNAN DE SÃO PAULO - FOLHA.COM, 25/04/2012 - 12h17

O governo de São Paulo planeja modificar o sistema disciplinar da PM para tentar acelerar demissões e, também, enviar ex-policiais envolvidos em crimes graves para o sistema penitenciário comum.

Hoje, ex-PMs vão para o presídio militar Romão Gomes, na zona norte da capital.

O anúncio da possível mudança ocorre em meio a uma série de denúncias de participação de PMs em crimes, que vão de arrastão a condomínio a furto de caixas eletrônicos.

Nos casos recentes, a suspeita era a de que policiais em serviço passavam informações a criminosos sobre a localização de outros policiais.

O secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, chegou a utilizar o termo "caos" para falar disso.

"O policial militar que é pilhado passando informações para quadrilhas tem de ir para a vala comum, para o sistema penitenciário, assim como vai o mais vil dos marginais."

O principal argumento para a existência desses presídios especiais é haver risco de morte para um ex-policial --ou parente direto-- se for posto com criminosos comuns.

O secretário rebate: "Fui secretário da Administração Penitenciária durante três anos. Temos lá vários ex-policiais e eu não tenho notícia de um que tenha perdido a vida em razão da origem dele".

Ferreira Pinto disse que a mudança ainda está sendo formatada, mas que certamente atingirá policiais envolvidos com sequestro, estupro, latrocínio e roubo.

As declarações ocorreram ontem (24) durante cerimônia de posse do novo comandante-geral da PM, Roberval França.

O evento foi marcado pela ausência do antecessor, coronel Álvaro Camilo, que comandou a corporação por três anos e saiu no início do mês.

Para oficiais ouvidos pela reportagem, é "extremamente raro" ausências desse tipo. O comando foi transmitido pelo comandante interino, coronel Pedro Batista Lamoso.

Nem o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que esteve no evento, nem Ferreira Pinto souberam explicar por que Camilo não foi. "Deve ter algum motivo de força maior. A saída dele não foi traumática", disse o secretário.



COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Mas que idéia estapafúrdia! Assim a bandidagem contará com mestres na arte policial para ensiná-los. Lembram o que deu quando colocaram presos políticos junto aos presos comuns? A bandidagem aprendeu as estratégias de guerrilha, o pensamento estratégico e a arte do sequestro. E se colocarem militares junto com a bandiagem, eles aprenderão o manuseio de armas de guerra, o uso de explosivos, etc..Não é que hoje não saibam disto tudo, mas o conhecimento e a técnica se difundirão mais rapidamente e aí...coitado dos políticos e da sociedade "organizada".