ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

EXTORSÃO E ESTUPRO DENTRO DA DELEGACIA

SUSPEITA DE ABUSO. Inspetor é preso por estupro em delegacia - ZERO HORA 19/04/2012


Uma suposta extorsão envolvendo abuso sexual levou a Corregedoria da Polícia Civil (Cogepol) a prender em flagrante um inspetor sob suspeita de estuprar uma jovem de 19 anos na sala de investigações da Delegacia da Polícia Civil de Eldorado do Sul. Segundo a vítima relatou à Cogepol, ela teria sido forçada a manter relações com o policial para que ele deixasse de investigar um familiar dela, suspeito de tráfico de drogas. Em depoimento, o policial alegou ter sido alvo de uma armação da mulher.

O policial, com 30 anos de serviço – o nome dele não foi revelado pela Cogepol–, teria ido até a casa da mulher na noite de segunda-feira e a convocado a prestar esclarecimentos sobre tráfico de drogas. Na conversa, o inspetor teria colocado a mulher e uma amiga dentro de uma viatura e feito a proposta de favores sexuais para “largar do pé” de um cunhado da vítima, envolvido com o tráfico.

Ficou combinado que ela iria até a DP na terça-feira, perto do meio-dia, quando o inspetor estivesse sozinho.

Naquela manhã, a mulher procurou a Cogepol relatando o fato. No horário previsto, ela foi até a DP com a amiga e se encontrou com o inspetor na sala de investigações, que funciona em uma espécie de garagem, afastada do gabinete do delegado e das demais salas da DP, que estariam vazias.

Policial e mulher foram encontrados em uma cama

Ao mesmo tempo, cinco agentes da Cogepol foram para Eldorado do Sul e ficaram em posições estratégicas no entorno da delegacia. Instantes depois, a equipe entrou na sala de investigações e deparou com o inspetor e a mulher sobre uma cama. Os dois estariam com roupas em desalinho, ele com a calça abaixada e ela com a blusa levantada.

O inspetor recebeu voz de prisão dos colegas e foi levado para a Cogepol, onde o delegado Paulo Rogério Grillo o autuou por estupro – com mudanças na legislação, em agosto de 2009, ato libidinoso passou a ser enquadrado como estupro, assim como a conjunção carnal.

O inspetor foi recolhido para a carceragem na sede de Palácio da Polícia Civil na Capital.