ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

domingo, 15 de abril de 2012

HONRAS AO HERÓI POLICIAL


Última homenagem. PM morto em Dom Feliciano é enterrado com honras militares. O sepultamento foi realizado em Pelotas, cidade natal do soldado, no final da manhã deste domingo - Joice Bacelo, ZERO HORA ONLINE, 15/04/2012 | 14h13

Em uma manhã de comoção, colegas e amigos prestaram as últimas homenagens ao soldado Paulo Roberto Gomes Ribas, 42 anos – morto por assaltantes que explodiram um caixa eletrônico da agência do Banco do Brasil em Dom Feliciano, na madrugada de sábado.

O sepultamento aconteceu por volta das 11h deste domingo, no Cemitério São Francisco de Paula, em Pelotas, cidade natal do policial. A despedida teve homenagem póstuma da guarda fúnebre e toque de silêncio.

— O meu primo morreu com um tiro de fuzil no rosto e com um 38 na cintura. As polícias precisam se organizar e receber investimento, se não vamos acabar enterrando mais colegas, mais amigos. O meu primo era um profissional de extrema competência, um pai de família responsável e um amigo do peito — diz o primo do soldado morto, Paulo César Ribas, que também é policial militar.

O soldado, que vinha de uma família de tradição militar, deixa três primos policiais, um filho de cinco anos e a esposa, que se preparava para mudar de Pelotas para Dom Feliciano, onde o casal havia iniciado o financiamento de uma casa.

Paulo Roberto Gomes Ribas tinha 20 anos de profissão e estava há menos de 30 dias no batalhão da cidade onde aconteceu o assalto. A transferência teria sido feita a pedido de um colega, que queria estudar em Pelotas.

De acordo com o comandante da Brigada Militar, coronel Jorge Ricardo Ferreira, ainda há policiais militares trabalhando nas buscas aos assaltantes em Dom Feliciano, porém, as barreiras nos acessos ao município foram desmanchadas no final da tarde de sábado, quando o grupo recebeu a informação de que o veículo gol, usado pelos bandidos na fuga, havia sido encontrado a mais de 40 quilômetros de Dom Feliciano, na estrada de acesso ao município de Amaral Ferrador.

— Segundo o nosso sistema de inteligência, o carro foi jogado em um penhasco por volta das 7h de sábado, mas como a localidade é de difícil acesso encontramos quando já era noite. As buscas continuam, mas a estratégia agora é outra — enfatiza o comandante da Brigada Militar.

Equipes do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic) também trabalham no caso.