ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sábado, 30 de novembro de 2013

POLICIAL DA UPP É BALEADO NA FAVELA PACIFICADA

O ESTADO DE S.PAULO, 30/11/2013

Policial é baleado por traficantes na Rocinha

IDIANA TOMAZELLI - Agência Estado



Traficantes armados com fuzis surpreenderam um policial militar da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, em São Conrado, na madrugada de sexta-feira, 29. O soldado Jaderson dos Anjos, do Grupo Tático de Polícia de Proximidade (GTPP), fazia o patrulhamento no Beco do Máscara, parte alta da favela, quando foi atingido por volta da meia-noite. Ele acabou sendo baleado no rosto e na mão, mas passa bem.

No confronto, mais de 80 tiros teriam sido disparados, relatou um PM que ajudou a resgatar o soldado. Mas, segundo a assessoria de imprensa das UPPs, não houve confronto no local envolvendo policiais.

Na manhã anterior, policiais da 15ª DP (Gávea) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) estiveram na comunidade para realizar uma operação, mas não trocaram tiros com bandidos. O objetivo da incursão era prender líderes do tráfico.

Na noite de quarta-feira, dia da final da Copa do Brasil, moradores relataram ter ouvido tiros vindos da região chamada de Roupa Suja. O confronto teria ocorrido entre bandidos armados com pistolas, fuzis, metralhadoras e granadas na parte alta da Rocinha.

Na mesma noite da final, um homem foi obrigado a fugir da favela, por ordem do gerente do tráfico na parte alta da Rocinha. Luiz Carlos Jesus da Silva, o Djalma, teria feito ameaças porque o homem teve um relacionamento com uma menor, que seria uma das mulheres de Djalma. O caso foi registrado na 15ª DP. Conforme o relato, o homem fugiu a pé até a passarela na Autoestrada Lagoa-Barra, onde foi resgatado por PMs da UPP.