ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sábado, 16 de novembro de 2013

CONFLITO DE RIO PARDO E MORTE DE UM POLICIAL


Conflito de Rio Pardo - Veja o vídeo feito durante o conflito e as declarações das autoridade sobre o ocorrido

SO EM RONDONIA Postado em 16 de novembro de 2013

O Comandante da Polícia Militar de Buritis falou sobre o confronto ocorrido entre uma guarnição da Força Nacional e moradores do distrito de rio Pardo em Rondônia. Segundo o Comandante, os manifestantes quebraram um prédio em construção da Polícia Militar, queimaram pontes,e cercaram os policiais que tentaram dispersar o tumulto.

“A Força Nacional tinha uma missão de verificar a possibilidade de policiais ainda como reféns, porém uma parte agressiva dos manifestantes rendeu a guarnição e alvejou uma policial onde o colete utilizado por ela não protegia”, disse o Comandante.

Veja o vídeo com a declaração do comandante:



Foi realizada na tarde desta sexta-feira (15) na Sesdec uma coletiva de imprensa com a presença do Secretário de Segurança do Estado, Marcelo Bessa, o diretor do Departamento da Força Nacional de Segurança Pública, Alexandre Aragon, e o Superintendente regional da Polícia Federal de Rondônia, Carlos Manoel Gaya, para explicar os fatos que desenrolaram na área da Flona de Bom Futuro, próximo ao município de Buritis, que acabou ocasionando no isolamento do Distrito de Rido Pardo, onde desenrolou uma confusão envolvendo sem terras que provocaram vandalismo - quando queimaram pontes de acesso e derrubaram árvores para impedir a passagem, deixando isolado agentes e funcionários do Ibama. Ainda ontem um policial foi morto com um tiro.

Na coletiva foi explicado o papel de cada uma das instituições de segurança, com a Polícia Federal no trabalho de inteligência, a Polícia Rodoviária para impedir a passagem no local demarcado na Flona de Bom Futuro, a Polícia Militar e a Força Nacional para fazer a segurança, mantendo a ordem na região. De acordo com o secretário Marcelo Bessa, o grupo que entrou em conflito com a polícia é muito perigoso, pois estão armados não só tem conhecimento como utilizam táticas de guerrilha. Não foi registrado, segundo Bessa, nenhum ferido no conflito de ontem, com o saldo negativo de um policial morto que está sendo trasladado para o seu estado de origem, Mato Grosso do Sul.

Veja o vídeo da coletiva dada pelas autoridades:



Na quinta-feira (14), policiais da Força Nacional realizavam buscas de possíveis reféns relacionados à ocorrência do dia anterior. Durante as rondas os FNs prenderam cerca de dois suspeitos de estarem cortando pontes para impedir o deslocamento das viaturas, algumas motocicletas também foram apreendidas. A população do distrito se reuniu e houve uma conversa amistosa entre o comandante da FN na tentativa de libertação dos presos e seus veículos, mas os policiais não cederam e começou uma manifestação violenta, com rojões, pedras e pedaços de madeira foram arremessados contra os policiais que revidaram com bombas de efeito moral e balas de borracha.

Todo o efetivo da FN não estava presente no momento do conflito, algumas guarnições tinham se deslocado para cuidar de pontes que ainda não tinham sido cortadas. Em número bem maior, os manifestantes não recuaram até que se acabassem as munições não letais dos policiais, os militares libertaram os presos e mesmo assim foram encurralados em uma chácara onde os manifestantes resgataram as motos e atearam fogo em uma das viaturas.

Foi o momento mais tenso, em defesa de suas vidas os policiais efetuaram disparos letais para cima e para baixo, houve uma sequência de estampidos provavelmente oriundos de munições que se encontravam dentro da viatura em chamas. Neste momento notaram que um dos policiais havia sido baleado embaixo do braço (local não protegido pelo colete). Os manifestantes se dispersaram e alguns que perceberam que havia um policial ferido, voltaram para ajudar no socorro, mas o militar já estava morto.

Veja o vídeo do conflito:



Fontes: Rondônia ao Vivo e Buritis News