ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

segunda-feira, 19 de março de 2012

MORTES SEM SOLUÇÃO

INFORME ESPECIAL | EDITORIA DE GERAL - ZERO HORA 19/03/2012

Mortes sem solução (1)

São desestimulantes os resultados do mutirão para resolver homicídios arquivados há anos, promovido pelo Ministério Público e polícias civis. De cerca de 143 mil crimes a serem elucidados até abril de 2012, 115 mil (cerca de 80%) continuam sem autoria apontada. O mutirão se arrasta porque faltam policiais para realizar a tarefa. Em 11 Estados, há uma década, não houve aumento dos quadros da Polícia Civil.

Mortes sem solução (2)

Apesar da falta de servidores, o Rio Grande do Sul até que não está entre os mais atrasados no trabalho. Conforme a Polícia Civil gaúcha, já foram investigados 70% dos 5 mil casos pendentes, mesmo que o site Inqueritômetro, do Ministério Público, aponte apenas 20% de homicídios investigados. A explicação para a disparidade estaria no fato de o site estar desatualizado. Dos crimes investigados no Rio Grande do Sul, 22% resultaram em denúncia.