ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

POLICIAL MORRE EM TREINAMENTO PARA SALVA-VIDAS

Policial morre durante treinamento para a Operação Golfinho. Fatalidade ocorreu em Cidreira, no Litoral Norte - Camila Kila / Rádio Guaíba, CORREIO DO POVO, 28/11/2011 17:54

Um policial morreu durante um treinamento para atuar como salva-vidas na Operação Golfinho, no início da tarde desta segunda-feira, em Cidreira, no Litoral Norte. Conforme o comandante geral da Brigada Militar (BM), coronel Sergio Roberto de Abreu, o soldado Rafael Souza, de 25 anos, nadava em uma lagoa quando passou mal. Ele teria sofrido uma parada cardiorrespiratória. O policial foi socorrido pelos colegas e levado ao hospital da Ulbra de Tramandaí, no carro de um morador. O treinamento não contava com acompanhamento médico nem com ambulâncias para casos de socorro urgente.

O plano da BM era remover a vítima de helicóptero para Porto Alegre, mas o soldado morreu no hospital. Abreu ressaltou que ele passou em todos os testes físicos necessários para o trabalho e classificou o ocorrido como uma fatalidade. O comandante geral da BM explicou que o treinamento é rígido para atender às exigências definidas pela corporação.

Após a divulgação do laudo do Instituto Médico Legal (IML), a Brigada Militar vai instaurar um inquérito para apurar as responsabilidades sobre o ocorrido. Souza era natural de Cruz Alta e atuava na Brigada Militar havia dois anos.

Operação começa no dia 17 de dezembro

Cerca de mil policiais militares seguem o treinamento para a Operação Golfinho, que abre oficialmente em 17 de dezembro. Devido à falta de efetivo, civis foram convocados a atuar no serviço. Desde o dia 14, 220 pessoas se inscreveram para a seleção, que oferece 600 vagas. O prazo termina nesta segunda-feira.

No início da próxima semana, os aprovados serão divulgados e devem iniciar o treinamento para a função no dia 7 de dezembro. Durante a operação, que ocorre até março, uma nova seleção deve ser realizada, a fim de preencher o total de vagas.

Neste ano, serão aceitos candidatos que possuam tatuagens visíveis, desde que sem conotação violenta ou racista. A idade limite foi ampliada de 36 para 40 anos. Os interessados devem se inscrever pelo site da Brigada Militar ou nos comandos regionais de policiamento e dos bombeiros.

Os treinamentos serão realizados em Porto Alegre, Rio Grande, Pelotas e Tramandaí. Os salva-vidas atuarão nos Litorais Norte e Sul e nos rios e lagos do Estado.