ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

CORONEL DA PM DEFENDE ANISTIA AOS PRAÇAS AMOTINADOS DE 2008

VISOR | RAFAEL MARTINI - DIÁRIO CATARINENSE, 15/11/2011


A reunião entre representantes da Associação de Praças e a de Oficiais (foto), ontem pela manhã, na Capital, pode representar o primeiro passo para a tão sonhada reaproximação interna tanto na tropa da PM quanto nos Bombeiros Militares.

O racha se arrasta desde 2008, quando soldados “amotinaram-se” por salários e não contaram com o apoio dos oficiais.

Para a Aprasc, a anistia aos cerca de 25 homens que foram expulsos ou responderam processos por insubordinação é central para negociar qualquer apoio à busca de melhores salários.

Para o coronel PM Fred Harry Schauffert, oficial da ativa e que preside a Associação dos Oficiais, o perdão faria todo o sentido neste momento.

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Ele pretende, inclusive, encaminhar ofício ao comandante geral da PM, coronel Nazareno Marcineiro, ao secretário de Segurança, Cesar Gruba, e ao próprio governador, defendendo a tese de anistiar os praças. Ele se baseia na legislação federal e, até mesmo, no histórico de outras quarteladas brasileiras.

Sempre respeitando a hierarquia e disciplina militar.O próprio Marcineiro vê com bons ollhos as duas associações sentarem para conversar, superando velhos ranços entre oficiais e praças. Mas acredita que a questão da anistia não está em pauta, agora.

O fato é que um coronel da ativa como Schauffert, responsável pelo policiamento em 12 municípios da região, falar abertamente no tema, nesta hora, significa um divisor de águas para os militares de SC.