ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

CASO JOÃO ROBERTO - EX-PM É ABSOLVIDO

Justiça absolve ex-PM denunciado na morte do menino João Roberto, no Rio. Veículo em que estava a vítima teria sido confundido pelos PMs durante perseguição na Tijuca. 25 de novembro de 2011 | 4h 29 - estadão.com.br

SÃO PAULO - O ex-policial militar Elias Gonçalves da Costa Neto, envolvido no episódio que terminou com a morte do menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, em julho de 2008, na Tijuca, zona norte do Rio, foi absolvido por júri popular, na noite de quinta-feira, 24, durante julgamento no 2º Tribunal do Júri da capital fluminense. O ex-PM afirmou que não atirou contra o veículo, mas na direção ao chão. Ele acusou o colega da corporação de ter efetuado os disparos contra o Fiat Pálio Weekend.

O outro envolvido no mesmo caso é o também ex-PM William de Paula, condenado a sete meses de detenção, em regime aberto, pelo crime de lesão corporal leve praticado contra a mãe do menino, ferida por estilhaços do vidro do carro, e de seu outro filho Vinícius, que sofreu lesão no ouvido em decorrência do tiroteio. O Ministério Público recorreu e, em julho de 2009, a 7ª Câmara Criminal anulou a sentença, determinando que William fosse levado a novo julgamento, ainda com data não definida.

Na noite de 6 de julho de 2008, o garoto de 3 anos foi morto após o carro em que estava com a mãe, a advogada Alessandra Amorim Soares, e com o irmão, então com 9 meses, ter sido atingido por 17 tiros efetuados por policiais militares. Eles perseguiam um Fiat Stilo, "parecido" com o Pálio Weekend, de Alessandra e teriam se confundido, realizando os diversos disparos, já com o veículo parado, na Rua General Espírito Santo Cardoso. A advogada disse que havia parado o carro para dar passagem à viatura.