ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

UM CENÁRIO SOMBRIO E DE OPRESSÃO

Se a punição disciplinar do coronel da PMERJ Ronaldo Antonio de Menezes e a retirada do rol de promoções do Major Wanderby foram causados por terem tido a coragem de escrever artigos que mostram a realidade que vivenciam, está existindo uma quebra dos princípios democráticos e uma violação de dispositivo constitucional, mesmo sendo militares (inciso IV do art. 5º da CF).

Como não discutir política, militarismo e Polícia Militar diante do quadro de calamidade que atinge nosso país, os estados da federação, os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, os presídios e as polícias?

Há uma cegueira geral que impede os governantes instalados nos três Poderes de focarem apenas o “umbigo e não enxergarem a realidade cheia de ameças à paz social. O que esperar do futuro deste país com esta ampla desconfiança nas leis e descrença nos Poderes? Há um ditado que diz – onde não há justiça é que nascem os bandidos e justiceiros. As milícias já estão entrando na fase mafiosa e o povo já dá mostras de buscar a justiça pelas próprias mãos diante da inoperância policia,da morosidade do judiciário, do crescente poder criminoso e da postura omissa, negligente e ímprobo do Estado brasileiro.

Será que para mostrar a verdade para quem não querem ouvir é passível de punição? Será que aqueles que dirigem e dirigiram cargos nesta instituição centenária, mais força policial do que militar, devem se calar, emudecer para a sociedade, esconder a realidade, tolerar as ações depreciativas e permitir o sacrifício de seus bravos subordinados?

Que eu saiba só os regimes totalitário agem assim, punem e até matam quem ousar ter uma opinião diferente dos governantes. Esta estratégia é usada para deixar nas sombras as mazelas, os interesses e a inoperância do regime.

A influência partidária é muito nociva para os quadros e objetivos policiais, pois amordaça as ações, manieta os Comandantes escolhidos via partidária, corrompe as carreiras, privilegia quem é agregado a um político e enfraquece as estratégias policiais. Não é a toa que o MP é chefiado por indicação em lista tríplice e conquistou sua autonomia e independência orçamentária, ficando livre do jugo partidário.

As polícias estão no meio de um jogo de interesses e cartas marcadas pela involução. Ações midiáticas, superficiais e imediatistas apoiadas em promessas e compras de viaturas são estimuladas pelo Executivo para esconder a centralização ideológica da segurança; a desvalorização e a desmotivação do agente policial; a saída e o afastamento dos bons profissionais; as intervenções partidárias contra a técnica; o descontrole prisional; a ausência policial nas ruas e nas investigações; e a ineficácia do sistema na preservação da ordem pública.

E o que deve feito para mudar? Amordaçar quem sabe e vive o dilema não é a solução.

BLOG DA INSEGURANÇA. POSTAGEM PUBLICADA EM 11/03/2009.