ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

MERITOCRACIA POLICIAL

Onde a iniciativa está dando certo - Zero Hora 06/02/2011

Minas Gerais é um dos exemplos de como a meritocracia pode trazer bons resultados na área de segurança. Lá a queda nos indicadores de crimes violentos entre 2005 e 2008 é atribuída pelo governo do Estado ao programa de produtividade na atividade policial.

O estímulo vem em forma de prêmio anual: em 2010, a gratificação de produtividade referente ao exercício de 2009 variou entre o equivalente a 60% e 100% do valor do salário do servidor, dependo do resultado obtido pelas equipes.

– Nosso objetivo foi valorizar o trabalho policial e, com isso, alcançar a redução dos crimes violentos – explica Geórgia Ribeiro Rocha, superintendente de integração do Sistema de Defesa Social.

O programa contribuiu ainda para a integração das polícias Civil e Militar naquele Estado, já que as gratificações dependem tanto das metas específicas – conclusões de inquéritos em delegacias e abordagens por PMs, por exemplo – quanto comuns, como a redução do número de crimes violentos na região de atuação duas corporações.

– Quem atua em uma mesma região tem de trabalhar junto. Com isso, as duas corporações passaram a agir de modo integrado – disse ela.

No Espírito Santo, o investimento é na apreensão de armas.

– Aumentamos o valor do bônus, que pode dobrar se, além da arma, o criminoso que a portava for preso – afirma o secretário da Segurança Pública, Henrique Herkenhoff.