ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

GUILHOTINA - BELTRAME DIZ QUE É O PROBLEMA É "ANTIGO E GRAVE".


Beltrame diz confiar no chefe da Polícia Civil e que problema no Rio é 'antigo e sério'- O DIA, 11/02/2010

Rio - O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que o chefe de Polícia Civil do Rio, delegado Alan Turnowski, goza da sua confiança e que ele é apenas testemunha nas ações que desencadearam a Operação Guilhotina, que já prendeu 28 pessoas na manhã desta sexta-feira.

"Se eu tivesse conhecimento de algo ilegal, providências já teriam sido tomadas. Ele é apenas testemunha no processo por ser o chefe de uma instituição que está sendo investigada. Não vou fazer juizo de valor precipitado sobre nada. Contra quem encontramos provas foi expedido o mandado de prisão", comentou Beltrame.

Turnowski está prestando esclarecimentos na Superintendência da Polícia Federal na condição de testemunha na Operação Guilhotina, que investiga policiais civis e militares que estariam envolvidos com o tráfico de drogas, milícias e contravenção, entre outros crimes.

Dos 28 presos até o momento, 16 são policiais militares e seis são civis. Agentes da Polícia Federal ainda realizam ações para cumprir outros 17 mandados de prisão.

Situação de delegado é 'muito ruim'

Já em relação ao delegado Carlos Antônio Luiz Oliveira, Beltrame afirmou que a situação dele é "muito ruim e já está consubstanciada". O superintendente da PF, delegado Ângelo Fernando Gióia, acrescentou dizendo que existem provas materias para o pedido de sua prisão, uma vez que ele estaria relacionado com os policiais envolvidos no espólio de guerra (subtração de produtos de crime), desvio de armas e repasse de informações a traficantes.

Carlos Oliveira, que é ex-subchefe da Polícia Civil, é considerado foragido da Justiça depois que PFs chegaram nesta manhã com um mandado de prisão à sua casa em Campo Grande, Zona Oeste da cidade, e não o encontraram.

"Estamos realizando um trabalho belíssimo e histórico. O problema do Rio é antigo e sério e felizmente estamos encontrando parceiros que nos ajudam. Não vou abrir mão de qualquer parceria e acredito que estamos dando respostas concretas à sociedade no combate ao crime" , completou.

Delegada é detida para esclarecimentos

De acordo com o delegado Gióia, as 17ª (São Cristóvão) e 22ª (Penha) DPs foram fechadas por algumas horas nesta manhã para que os policiais pudessem dar cumprimento a mandados de busca e apreensão de documentos, computadores, veículos e outros materiais nos distritos. Depois dos trabalhos dos agentes, as distritais foram abertas.

Ele acrescentou ainda que a delegada Márcia Beck - titular da delegacia da Penha e que já havia trabalhado na DP de São Cristóvão - foi detida encaminhada à sede da PF "por vontade própria". Ele disse que durante os trabalhos dos agentes a delegada "exerceu uma conduta que as autoridades entenderam por bem levá-la para prestar esclarecimentos", até mesmo por ela ser a responsável por aquela distrital.

Ação mobiliza 580 homens

A Operação Guilhotina foi deflagrada pela PF na manhã desta sexta-feira, com o apoio de 200 agentes da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) e do Ministério Público Estadual (MPRJ). O objetivo é cumprir 45 mandados de prisão preventiva - sendo 11 contra policiais civis e 21 contra policiais militares -, e 48 mandados de busca e apreensão.

Cerca de 380 homens da PF participam da ação, que ainda investiga a ligação dos policiais com venda de armas e informações e o chamado "espólio de guerra", que é a subtração de produtos de crime encontrados em operações policiais, como ocorrido na recente ocupação do Complexo do Alemão. Os agentes contam com o apoio de lanchas na operação.

As investigações iniciaram a partir de vazamento de informações numa operação conduzida pela PF em 2009, que tinha como principal objetivo prender o traficante Rupinol, que atuava na Favela da Rocinha junto Nem, apontado como o chefe do tráfico na comunidade. De acordo com a Polícia, um grupo de policiais é suspeito de receber até R$ 100 mil por mês para proteger Nem e o avisar sobre operações no local.

A partir daí, duas investigações paralelas foram iniciadas, uma da Corregedoria Geral Unificada da SSP e outra da Superintendência da PF. A troca de informações entre os serviços de inteligência das duas instituições deu origem ao trabalho conjunto desta manhã.

A LISTA:

http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2011/2/operacao_guilhotina_veja_lista_das_pessoas_com_prisao_decretada_pela_justica_143645.html