ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

GUILHOTINA - BANGU-8 PARA EX-SUBCHEFE DA PC-RJ

Ex-subchefe da Polícia Civil do Rio é transferido para Bangu 8 - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA - 12/02/2011

O ex-subchefe da Polícia Civil do Rio Carlos Antônio Luiz Oliveira foi transferido na madrugada deste sábado para o presídio Bangu 8 após se entregar na tarde de ontem à PF (Polícia Federal).

Oliveira, que era atualmente subsecretário da Secretaria Especial de Ordem Pública da Prefeitura do Rio --cargo do qual foi exonerado -- é acusado de envolvimento com uma milícia que comanda a favela Roquete Pinto, na zona norte do Rio. Essa milícia teria participado do desvio de armas apreendidas no Complexo do Alemão, ocupado por uma megaoperação policial e militar no fim do ano passado.

A Operação Guilhotina, cumpre 45 mandados de prisão --a maioria contra policiais civis e militares suspeitos de envolvimento em um esquema de desvio de armas e drogas, além de repasse de informações sobre ações policiais em favelas da cidade do Rio.

Já foram presas 35 pessoas --19 policiais militares, oito policiais civis e oito não policiais (veja lista abaixo). Um dos presos é o PM Carlos Eduardo Nepomuceno Santos, conhecido como Edu, primo do traficante Marcinho VP, um dos líderes da facção criminosa CV (Comando Vermelho), segundo a PF. Marcinho VP está no presídio federal de Porto Velho, em Rondônia.

OPERAÇÃO

Segundo a PF, os policiais se dividiam em quatro organizações : duas atuavam no fornecimento de armas e munições a traficantes de drogas; uma terceira estaria ligada a atividades de milícias que atuam em comunidades do Rio e também fornecia armas e munições ao tráfico; e outra faria segurança privada de grupos criminosos.

De acordo com o Ministério Público Estadual, que instaurou inquérito para apurar a conduta de policiais, a suspeita é que eles também se apropriavam de bens e valores confiscados em apreensões da polícia.

As investigações que levaram a operação tiveram início durante uma ação policial, ocorrida em 2009, que era conduzida pela Delegacia da Polícia Federal em Macaé --denominada Operação Paralelo 22, que tinha o objetivo prender o traficante Rogério Rios Mosqueira, conhecido como Roupinol, que atuava na favela da Rocinha junto com o traficante Antônio Francisco Lopes, o Nem.

SUSPEITOS

Na relação dos 45 suspeitos, além do ex-subchefe da polícia, há 21 policiais militares e nove policiais civis.