ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

PROTESTO CONTRA AÇÃO PM QUE MATOU AGRICULTOR


ZERO HORA 20 de agosto de 2012 | N° 17167

REVOLTA EM ERECHIM. Morte de agricultor é motivo de protesto. Familiares e amigos pedem rigor em investigação sobre ação de policiais

ÁLISSON COELHO 

A morte de um agricultor durante um confronto com a Brigada Militar gerou protesto em Erechim, no norte do Estado. Dezenas de pessoas participaram de uma caminhada no centro da cidade na tarde de ontem. Com cartazes e faixas, exigiam que a morte de Selvino Alexis Michalski, 74 anos, seja investigada com rigor.

O grupo se reuniu ao lado do viaduto da Avenida Maurício Cardoso. Em caminhada, seguiu até a frente da prefeitura. Os participantes afirmam que a ação dos policiais foi violenta, e que não houve diálogo com o agricultor.

A Brigada Militar foi chamada no início da manhã de sexta-feira na propriedade de Michalski. Depois de passar a noite inteira trabalhando, e de ter bebido, ele teria iniciado uma discussão com um funcionário da propriedade.

Versão da Brigada é contestada por parente

Policiais afirmam que tentaram conversar com Michalski. Sem conseguir convencê-lo a largar um revólver calibre 38 que apontava para o funcionário, eles pediram reforços. Outras duas viaturas com três homens se dirigiram ao local.

Segundo versão da BM, depois de ser atingido com uma arma não letal, de choque, a vítima teria atirado contra os policiais, que revidaram. Atingido no tórax, ele chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu aos ferimentos.

Os familiares contestam a versão dada pelos PMs. De acordo com o sobrinho da vítima, Tiago Maurício Salomoni, 29 anos, testemunhas teriam dito que a arma do agricultor só foi disparada depois que ele já havia sido baleado.

– Não houve confronto. Ele foi executado em campo aberto, sem ter onde se abrigar. Foi morto com tiros de uma espingarda calibre 12 sem qualquer proteção, e depois que estava caído, foi baleado de novo. Queremos que polícia escute todas as testemunhas – afirma Salomoni.