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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

PERSEGUIÇÃO, TIROTEIO E FERIDOS

ZERO HORA 08/08/2012 | 23h40

PORTO ALEGRE - Assaltante é ferido em tiroteio com a polícia na zona norte da Capital. Duas pistas da Avenida Assis Brasil foram bloqueadas em razão do tumulto


Viatura bateu frontalmente no veículo roubadoFoto: Jean Schwarz / Agencia RBS
Letícia Costa

Um roubo iniciado no bairro Floresta, em Porto Alegre, acabou em perseguição, tiroteio, um bandido e um policial feridos na noite de ontem.

A confusão começou pouco antes das 22h30min, quando Alexandro Pacheco Corrêa, 35 anos, funcionário de um posto de combustíveis, e a mulher dele, Carina Viviane Fontoura Corrêa, 32 anos, foram rendidos por um assaltante na esquina da Rua Ramiro Barcelos com a Avenida Farrapos.

O casal estava em um Brava e aguardava para ingressar na Farrapos quando foi abordado pelo homem. Armado com um revólver, o ladrão chegou a engatilhar a arma apontada para a dona de casa. Ameaçadas, as vítimas desceram do carro, abordaram um amigo que passava pelo local e passaram a seguir o veículo roubado. A polícia foi acionada e, por telefone, Corrêa passou a dar informações sobre o trajeto do ladrão.

— O mesmo (bandido) que fez a abordagem foi o que dirigiu depois, mas tinha outro carro dando cobertura. Liguei para a polícia e comecei a indicar o trajeto que o carro fazia — relata.

O outro veículo citado por Corrêa era um Palio Weekend, com dois assaltantes. Na Avenida Assis Brasil, perto da esquina com a Rua Carlos Silveira Martins Pacheco, na Zona Norte, a Brigada Militar interceptou os bandidos, que teriam iniciado um tiroteio, conforme relata o sargento Augusto Souza, participante da ação. O Brava bateu frontalmente em uma viatura, e um PM que estava na rua foi ferido sem gravidade. O assaltante que dirigia o veículo roubado foi baleado. Em estado grave, ele foi encaminhado ao Hospital Cristo Redentor, onde permanecia até a 0h10min de hoje.

Os dois assaltantes que estavam no Palio Weekend foram presos, mas o carro levado de Corrêa acabou danificado.

— Já fui assaltado umas oito vezes, de diversas formas, todas com arma. Pela situação psicológica que estava o bandido, ele podia matar a gente — desabafou.