ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

DELEGADO E INSPETORES DO RIO SUSPEITOS DE CORRUPÇÃO

O GLOBO 30/08/2012 - 11:54

Delegado e inspetores são presos em ação da Corregedoria da Polícia Civil


RIO - Um delegado, seis inspetores e um homem que fingia ser policial foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro hoje por formação de quadrilha armada, concussão, corrupção passiva e usurpação da função pública.Todos eram lotados na 66ª DP (Imbariê) e atuava exigindo dinheiro de comerciantes locais. Eles foram presos na manhã de hoje durante ação da Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol).

De acordo com o corregedor da Polícia Civil, delegado Gilson Emiliano, eles começaram a cobrar propinas em fevereiro do nao passado, depois que um dos inspetores, ao ser transferido da delegacia, repassou o esquema a esses policiais.

Conforme investigações da Corregedoria de Polícia Civil, o grupo era chefiado pelo delegado Carlos Alberto Quelotti Villar. Ele dava ordens a seus agentes Edmundo de Simone e João Paulo Nascimento e o civil Heldongil de Azevedo Aleixo, o Cigano, executava as ordens cobrando dos comerciantes como se fosse policial, inclusive usando pistolas para intimidar. Os valores variavam entre R$ 100 e R$ 400. As vítimas eram sempre proprietárias de ferros-velhos; depósitos de gás, lan houses e mototaxistas.