ALERTA: A criminalidade e a violência crescem de forma assustadora no Brasil. Os policiais estão prendendo mais e aprendendo muitas armas de guerra e toneladas de drogas. A morte e a perda de acessibilidade são riscos presentes numa rotina estressante de retrabalho e sem continuidade na justiça. Entretanto, os governantes não reconhecem o esforço e o sacrifício, pagam mal, discriminam, enfraquecem e segmentam o ciclo policial. Os policiais sofrem com descaso, políticas imediatistas, ingerência partidária, formação insuficiente, treinamento precário, falta de previsão orçamentária, corrupção, ingerência política, aliciamento, "bicos" inseguros, conflitos, autoridade fraca, sistema criminal inoperante, insegurança jurídica, desvios de função, disparidades salariais, más condições de trabalho, leis benevolentes, falência prisional, morosidade dos processos, leniência do judiciário e impunidade que inutilizam o esforço policial e ameaçam a paz social.

sábado, 21 de maio de 2011

PROPINA PRF - AGENTES SÃO DENUNCIADOS NO CEARÁ

Policiais rodoviários são denunciados por formação de quadrilha no Ceará. Grupo teria criado 'pacote promocional' com valor fixo mensal de propina. 21 de maio de 2011 - Ricardo Valota, da Central de Notícias

São Paulo, 21 - Cinco policiais rodoviários federais que atuavam nas cidades de Milagres e Icó, no Ceará, foram afastados de suas funções e estão sendo investigados por corrupção ativa e formação de quadrilha, crimes cometidos durante o trabalho que realizavam na BR-116.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), que ingressou uma ação penal contra os policiais, durante vários anos os policiais cobraram propina para liberar veículos e condutores supostamente irregulares, na maioria em abordagens a caminhões.

A Promotoria de Juazeiro do Norte afirma que o grupo chegou a adotar uma espécie de "pacote promocional" de corrupção, no qual se acertava o pagamento de um valor fixo mensal para não mais fiscalizar veículos de algumas empresas ou então não cobrar propinas - que chegavam a até R$ 1 mil - toda vez em que algum destes veículos ocasionalmente fosse parado.

No inquérito instaurado para investigar o caso, constam inúmeras provas das práticas de corrupção e formação de quadrilha. Entre essas provas estão comprovantes de depósitos bancários e e-mails com informações sobre pagamentos feitos aos agentes. Caso sejam condenados, os policiais serão exonerados e correm o risco de cumprir pena de até 24 anos de prisão.